
Num discurso confuso e inflamado, publicado no site oficial do PT, Luiz Inácio Lula da Silva apelou para o populismo barato ao comentar a relação do Brasil com os Estados Unidos. Em vez de apresentar propostas claras ou defender os interesses do país com seriedade, Lula preferiu transformar a diplomacia internacional em uma mesa de truco, desrespeitando o cargo que ocupa e reduzindo a política externa a uma gíria de boteco.
As palavras exatas foram:
“Se ele [Trump] tiver trucando, ele vai tomar um seis. Se ele tiver trucando, ele vai tomar um sexo primeiro.”
É esse o nível do discurso do presidente da República. Lula trata com escárnio um impasse comercial envolvendo o Brasil e os EUA, dizendo que, se não houver uma resposta até o dia 1º, os americanos taxarão o comércio brasileiro em 50%. Em vez de negociar com firmeza e inteligência, o petista reage com ironia e bravata, como se estivesse em um jogo de cartas entre sindicalistas dos anos 80.
O problema não está apenas na linguagem vulgar ou na falta de postura institucional. O que Lula revela, mais uma vez, é a essência do lulopetismo: uma política externa pautada na retórica agressiva, na vitimização e no antiamericanismo ideológico, típica da esquerda radical. O líder petista prefere bancar o valentão em palanque do que defender os interesses do Brasil com seriedade e estratégia.
Durante o mesmo discurso, Lula cita dados aleatórios:
— “8,5 milhões de quilômetros quadrados para proteger”
— “8.500 km de fronteira marítima”
— “215 milhões de pessoas para proteger”
— “Nosso petróleo, nosso ouro, nossos minerais”
Esses dados são jogados no ar sem nenhuma conexão lógica com o tema central. Trata-se de um apelo emocional vazio, tentando justificar sua retórica nacionalista com uma suposta defesa da soberania — a mesma que o PT ignorou ao permitir a entrada desordenada da China em setores estratégicos, ao financiar ditaduras com dinheiro do BNDES, ou ao se calar diante de violações internacionais cometidas por aliados ideológicos.
O contraste com a realidade é gritante:
- Durante os governos petistas, a Petrobrás foi saqueada em bilhões de reais por meio do maior esquema de corrupção da história brasileira (Operação Lava Jato).
- Empresas brasileiras financiaram obras em países como Cuba, Venezuela e Angola, enquanto a infraestrutura nacional entrava em colapso.
- A política externa petista sempre privilegiou ditaduras amigas, em detrimento de parceiros comerciais sérios.
Agora, Lula quer posar de defensor da soberania nacional, jogando para a plateia com frases de efeito como:
“Esse país é do povo brasileiro.”
“Ninguém de nenhum país do mundo vai dizer o que a gente tem que fazer.”
Na prática, Lula sempre se submeteu aos interesses da esquerda global, do Foro de São Paulo e de organismos internacionais progressistas. Basta lembrar que foi seu governo que tentou submeter o Brasil ao controle ideológico da UNASUL, que usou o Mercosul como instrumento político, e que se aliou abertamente à Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Quando fala que tem “os melhores negociadores do mundo”, ignora que a equipe diplomática brasileira perdeu protagonismo global desde que ele reassumiu a presidência, e que hoje o Brasil se encontra isolado, sem voz ativa nas decisões mais relevantes do cenário internacional.
Além disso, o desrespeito institucional ao tratar Donald Trump como um oponente de truco é uma afronta à diplomacia e à estabilidade entre nações democráticas. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. As palavras de Lula não apenas comprometem relações econômicas estratégicas, como reforçam a imagem de um governo despreparado, impulsivo e ideologizado.
Enquanto o povo brasileiro sofre com o desemprego, a inflação e a falta de segurança, o presidente se preocupa em ensaiar discursos teatrais e reviver sua velha persona sindicalista, como se o Brasil ainda fosse um comício do ABC Paulista. Lula se apresenta como alguém pronto para o embate, mas incapaz de oferecer qualquer solução prática.
O PT tenta manter sua narrativa de enfrentamento simbólico com potências estrangeiras, como se isso fosse sinônimo de independência. Mas o que vemos, na verdade, é um governo que não consegue negociar com maturidade, que recorre a chavões ideológicos e que utiliza o palanque como escudo contra críticas e fatos.
A verdade é simples:
— Lula não representa a soberania brasileira.
— O PT não defende o Brasil.
— O populismo petista não convence mais ninguém.
O povo brasileiro quer liderança responsável, não teatrinho de truco com chefe de Estado estrangeiro. Quer um país respeitado lá fora, não ridicularizado por frases constrangedoras. Quer uma diplomacia firme, não birra de palanque. O Brasil precisa de seriedade. Lula entrega só fanfarrice.
















