
E lá vem ele novamente, com seu tom triunfalista e sua velha habilidade de transformar o óbvio em uma epopéia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em mais um espetáculo de autopromoção, anunciou com pompa e circunstância que, depois de “anos de tentativa”, o Brasil finalmente conseguiu autorização para exportar carne para o Vietnã. Aparentemente, Lula acredita que está desbravando novas fronteiras para a agropecuária brasileira, quando na verdade, está apenas colhendo os frutos de um trabalho que começou muito antes do seu retorno ao poder.
Vamos aos fatos – aqueles que a extrema-esquerda insiste em ignorar. A negociação para abrir o mercado vietnamita para a carne brasileira não começou com Lula, tampouco foi resultado do carisma presidencial em algum encontro diplomático. Foi o setor privado, em conjunto com diplomatas de carreira e representantes do agronegócio, quem trabalhou durante anos para romper barreiras sanitárias e burocráticas. O governo atual, claro, chega no fim da festa para cortar a fita e posar para a foto.
É quase comovente a facilidade com que o Partido dos Trabalhadores (PT) manipula a narrativa para se apropriar de conquistas alheias. Enquanto os produtores rurais – aqueles mesmos que Lula e sua trupe adoram demonizar como “inimigos do meio ambiente” – investem em tecnologia, qualidade e competitividade, o governo petista aparece no último minuto para colher os louros e vender a imagem de grande defensor do agro. Hipocrisia pouca é bobagem.
Não esqueçamos que este é o mesmo Lula que, em sua campanha, tratou o agronegócio como um vilão, sugerindo que os produtores estavam associados a práticas predatórias. Agora, quando o setor alcança novos mercados, ele não perde tempo em se apresentar como o responsável por esse sucesso. Conveniente, não?
Depois de anos de tentativa, finalmente o Brasil vai exportar carne para o Vietnã. A decisão foi tomada ao lado do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, com a presença dos presidentes da Câmara e do Senado do Brasil. Mais um mercado aberto para a conta e muito trabalho… pic.twitter.com/e6HQ9K2qMn
— Lula (@LulaOficial) March 28, 2025
E o mais irônico? Enquanto Lula celebra a exportação de carne para o Vietnã, sua política interna continua a atacar o setor que ele agora tenta enaltecer. Os agricultores enfrentam um ambiente hostil, com um aumento da carga tributária, pressões ambientais absurdas e uma agenda ideológica que trata o produtor rural como inimigo. Se dependesse das políticas petistas, o agro brasileiro estaria em ruínas – mas, felizmente, esse setor é mais forte do que a agenda de destruição travestida de “sustentabilidade”.
Vamos lembrar que, enquanto Lula tenta surfar nesta conquista, o Vietnã já é um parceiro comercial consolidado do Brasil há anos. O processo de abertura para a carne bovina é apenas mais um passo em uma relação construída por governos anteriores, em especial pela diplomacia comercial que Jair Bolsonaro fortaleceu em sua gestão. Claro que isso não será mencionado em nenhum pronunciamento oficial.
E por falar em seletividade, Lula se esquece de mencionar as reais dificuldades que seu governo tem imposto ao setor produtivo. Entre regulamentações excessivas, tentativas de desmonte do marco legal do agronegócio e a ameaça constante de invasões de terras, o presidente finge apoiar o agro enquanto age em sentido contrário. Mas, na mente dos militantes petistas, basta um tweet com bandeirinhas para reescrever a história.
Outro ponto que não aparece no discurso festivo do presidente é a realidade dos produtores rurais brasileiros. Esses homens e mulheres, que acordam antes do sol nascer e enfrentam condições adversas para alimentar o Brasil e o mundo, continuam sendo perseguidos por uma agenda ideológica que prioriza ONGs internacionais em detrimento de quem realmente produz riqueza. O governo Lula, em vez de facilitar a vida do agro, prefere atender às exigências de organismos estrangeiros que enxergam o Brasil como um quintal a ser regulado.
E que tal falarmos de incoerência? Enquanto Lula se gaba de abrir o mercado para a carne brasileira, ele mantém uma política de subsídios bilionários para movimentos como o MST, que há décadas sabota o setor produtivo com invasões ilegais e destruição de propriedades privadas. Os mesmos que invadem terras produtivas recebem afagos e recursos públicos, enquanto os agricultores que sustentam a economia enfrentam um governo que os trata como criminosos ambientais.
A verdade é que o agronegócio brasileiro sempre prosperou apesar do PT, nunca por causa dele. Se hoje o Brasil exporta para mais de 150 países, é graças à competência dos produtores, à inovação tecnológica e à resiliência de um setor que não se dobra à cartilha ideológica. O máximo que o governo petista faz é atrapalhar – e, quando alguma vitória se concretiza, Lula aparece correndo para assumir o crédito.
E não se engane: enquanto o presidente posa de aliado do agro no Twitter, nos bastidores seu governo avança com políticas que minam a liberdade econômica, encarecem a produção e transformam o Brasil em um paraíso regulatório para burocratas. Basta observar a insistência em projetos que visam ampliar a taxação de exportações, prejudicando diretamente a competitividade do produto brasileiro no exterior.
Mas o show precisa continuar. E, para a militância petista, a realidade nunca foi um obstáculo. Eles continuarão celebrando tweets ufanistas enquanto os produtores rurais enfrentam um governo que mais atrapalha do que ajuda. Porque, no fim das contas, a narrativa sempre foi mais importante do que a verdade.
Se há algo que os brasileiros deveriam celebrar, é a força do agronegócio em resistir a um governo que, em sua essência, vê o setor produtivo como um inimigo a ser combatido. E que ninguém se engane: a exportação de carne para o Vietnã não é um presente de Lula – é o resultado de décadas de trabalho árduo de um Brasil que o PT jamais conseguiu destruir, por mais que tentasse.