Lula prefere prejudicar o Brasil a engolir o ego e dialogar com Trump

É difícil saber se Lula, ao abrir a boca, pensa no Brasil ou apenas em sua própria narrativa ressentida. Em mais

Por Notas & Informações

É difícil saber se Lula, ao abrir a boca, pensa no Brasil ou apenas em sua própria narrativa ressentida. Em mais um episódio digno de sua velha cartilha ideológica, o presidente decidiu atacar Donald Trump em uma entrevista à Reuters, e claro, não para defender os interesses nacionais, mas para alimentar seu eterno complexo de inferioridade e seu ódio à direita mundial.

A frase é lapidar: “Um presidente da República não pode ficar se humilhando para outro. Respeito todo mundo e exijo respeito. […] Ele [Trump] poderia ter comunicado ao Brasil, ligado, proposto negociação. Recebemos o comunicado de forma totalmente autoritária.” Parece até uma cena de novela venezuelana dos anos 90 — cheia de drama, egocentrismo e um bom toque de revisionismo diplomático.

O que Lula esquece — ou prefere esconder — é que a diplomacia não funciona na base do telefone vermelho, muito menos quando se trata de decisões unilaterais de um ex-presidente que, até segunda ordem, não ocupa cargo oficial de governo. Trump não está na Casa Branca, mas, ao que tudo indica, ainda ocupa um cômodo permanente na cabeça do petista.

O comentário de Lula deixa claro que sua visão de mundo permanece estagnada nos anos 70, quando “companheiros” se saudavam com punhos cerrados e discursos anti-imperialistas. Em vez de trabalhar em silêncio pela posição do Brasil no cenário internacional, ele prefere bancar o ofendido público. Não é apenas constrangedor. É estrategicamente burro.

Quando um chefe de Estado reclama que “não recebeu uma ligação”, revela mais sobre si do que sobre a situação. Em vez de mostrar altivez, Lula escancara vaidade diplomática. Na prática, o Brasil perdeu espaço, perdeu relevância, e Lula parece mais incomodado por não ser bajulado do que preocupado com os impactos reais da decisão de Trump — seja ela qual for.

Ao preferir a indignação teatral à diplomacia pragmática, Lula nos mostra que não aprendeu nada em seus muitos anos de poder. Ao contrário, ele se tornou uma caricatura de si mesmo: um líder que confunde diplomacia com submissão, que acha que um telefonema resolveria tudo, que ainda vê o mundo dividido entre “opressores e oprimidos”, entre “imperialistas e companheiros”. Um pensamento velho, mofado, ineficaz.

E o mais irônico disso tudo é que, quando o governo Biden o humilha publicamente — seja ao minimizar encontros, atrasar protocolos, ou ignorar pautas brasileiras — Lula permanece em silêncio. Aí não exige respeito. Aí abaixa a cabeça. Porque, como todo bom ideólogo de esquerda, o problema nunca é o autoritarismo em si, mas quem o pratica. Se vier da direita, é opressão. Se vier da esquerda, é diálogo.

Enquanto isso, o Brasil segue sem protagonismo, sem voz, sem estratégia real nas relações exteriores. A diplomacia brasileira, que já teve momentos de protagonismo e inteligência, hoje se arrasta entre discursos vazios, bajulações a regimes autoritários e ressentimentos infantis contra líderes que ousam contrariar o script lulopetista.

Aliás, por onde andava esse “espírito de negociação” de Lula quando países democráticos cobraram uma posição firme sobre a ditadura da Nicarágua, os massacres em Cuba, ou as atrocidades do Hamas? Nesses casos, Lula se cala ou relativiza. Porque no fundo, sua diplomacia é seletiva. Sua indignação é conveniente. E sua noção de respeito é umbilical: só existe quando ele está no centro do mundo.

Dizer que Trump foi autoritário por não ligar para Lula é, no mínimo, uma piada de mau gosto. A decisão de Trump — goste-se ou não — é parte de uma estratégia interna, voltada ao seu eleitorado. Achar que o Brasil deveria ser consultado sobre isso é uma demonstração aguda de egocentrismo político e desconhecimento geopolítico. O mundo não gira ao redor de Lula, embora ele insista em acreditar nisso.

O problema é que essa postura não é apenas ridícula — ela é perigosa. Porque nos isola. Nos transforma em coadjuvantes num mundo em transformação. Enquanto países sérios discutem chips, energia, defesa cibernética e redes de alianças, Lula está preocupado com a falta de um telefonema. É o tipo de mentalidade que compromete o futuro.

No fim, o Brasil precisa de um presidente que entenda o valor do silêncio estratégico, que compreenda os bastidores da diplomacia global, que saiba quando falar e quando calar. O que temos, infelizmente, é um chefe de Estado que age como comentarista de si mesmo, sempre pronto a reclamar, sempre disposto a se vitimizar, sempre incapaz de enxergar o mundo como ele é — e não como gostaria que fosse.

Lula não quer respeito. Quer reverência. E isso, no cenário internacional, não se conquista com ressentimento, mas com relevância. Enquanto ele continuar priorizando sua imagem pessoal em detrimento dos interesses do Brasil, seguiremos sendo ignorados — com ou sem telefonema. E talvez seja melhor assim. Porque respeito, Lula, se conquista. Não se exige com birra de menino mimado.

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