
Era só o que faltava: Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno messias da retórica reciclada, decidiu encarar Donald Trump como se estivesse enfrentando um pipoqueiro do ABC. Depois que o presidente americano anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, Lula correu para o “X”, como ele deve ter descoberto com espanto, entre uma cachaça e outra no Planalto, para proclamar sua bravata favorita: “o Brasil é soberano”. Ah, a velha carta do nacionalismo de palanque. Só faltou gritar “não mexam com a minha soberania!” com uma bandeira nas costas, como faziam os personagens de programa humorístico dos anos 90.
Segundo os jornalistas da Folha de S.Paulo — Mariana Brasil, Catia Seabra e Ricardo Della Coletta, que sempre tratam Lula com o cuidado de quem escreve sobre um avô fofo que ainda acha que a TV tem que ser sintonizada girando um botão —, o petista ficou profundamente incomodado com a decisão americana e convocou uma “reunião de emergência” com seus ministros. Sim, Haddad, Gleisi, Rui Costa e o resto do elenco do “Governo Brasil S.A.” entraram em cena. E o que saiu de lá? Uma nota de repúdio vestida de toga, recitada como se fosse uma aula de soberania para crianças do ensino fundamental.
Evidentemente, o texto preparado pelo Palácio do Planalto ignorou um detalhe crucial: o mundo real não funciona na base do discurso inflamado no palanque de Garanhuns. A reciprocidade, tão citada por Lula, não passa de um espantalho retórico quando se está diante de um dos maiores parceiros comerciais do planeta. Como retaliar os EUA sem se auto-implodir economicamente? Vai sobretaxar motores, aeronaves, gás natural e remédios? Vai importar ideologia cubana em vez de vacina americana? Ah, se o SUS funcionasse com narrativa…
A cereja do bolo foi a carta de Trump, enviada diretamente a Lula, lembrando que o Brasil tratou Bolsonaro como um criminoso e que o STF emitiu “ordens ilegais e secretas” contra plataformas digitais. Nada mais verdadeiro. O ex-presidente americano fez o que raramente um líder internacional ousa: falou o óbvio. Algo que até muitos brasileiros têm medo de dizer em voz alta: a liberdade de expressão no Brasil está sendo podada com o consentimento de um governo que se diz democrático, mas opera como tutor ideológico da internet.
E, claro, a esquerda surtou. Os aliados do governo correram para acusar Trump de “interferência externa” no processo político brasileiro. Pausa para rir. O mesmo grupo que aplaude Lula discursando contra Israel na ONU, bajulando ditadores africanos, elogiando Putin e Maduro, agora chora por “interferência estrangeira”. A hipocrisia é tamanha que daria para exportar — e talvez essa sim fosse uma pauta lucrativa no comércio exterior brasileiro.
A resposta que o Planalto estuda para o “ataque imperialista”? A tal da “retaliação cruzada sobre serviços e propriedade intelectual”. Traduzindo do petistês para o português claro: tentar achar algum caminho que não seja um tiro no pé, já que subir tarifas sobre produtos americanos pode causar inflação, escassez e ainda mais descrédito no mercado internacional. Mas, como sempre, Lula prefere gritar em caixa alta no Twitter do que admitir que Trump, ao menos dessa vez, está apenas defendendo o interesse nacional americano — algo que o petista parece esquecer quando se ajoelha diante da China e chora nos ombros do BRICS.
E, antes que algum esquerdista venha com o discurso de “Lula está defendendo a economia nacional”, é bom lembrar: foram os próprios governos do PT que deixaram o Brasil vulnerável, amarrado em burocracia, subsídios desastrosos e uma diplomacia baseada em ideologia, não em pragmatismo econômico. Hoje, colhemos os frutos de termos aceitado passivamente o avanço de plataformas censuradas, a quebra da independência dos poderes e uma política externa que só sabe repetir slogans da Guerra Fria.
Enquanto isso, a imprensa chapa-branca — a mesma que publica com ar grave as notas do governo, como se fossem bulas sagradas — tenta transformar Lula num herói anticolonial. É hilário ver jornalistas tratando um bilionário do Foro de São Paulo como defensor da soberania nacional, quando ele próprio entregou o Brasil de bandeja à agenda globalista.
O “golpe de estado” que Lula tanto menciona virou o curinga de toda fala oficial. Não há uma vírgula que ele escreva sem tentar colar Bolsonaro ao papel de vilão internacional. O problema é que o mundo está acordando para o teatro petista. E, pior, já não se impressiona com o linguajar engomado dos ministros nem com os suspiros pseudojurídicos de Jorge Messias, o AGU que parece acreditar que diplomacia é feita com likes no X.
No fim das contas, o brasileiro assiste mais um capítulo da novela “Lula versus o mundo”, onde o protagonista insiste em ser o mocinho de uma história que ele mesmo escreveu com traços de autoritarismo, censura e doutrinação. Mas a audiência está caindo. Porque, por mais que a Folha de S.Paulo tente manter a imagem do presidente intacta, a realidade tem teimosia. E ela escancara que o Brasil, sob Lula, não impõe respeito — impõe pena.
Conclusão? Se Lula quiser mesmo responder à altura, deveria primeiro parar de usar o Estado como palanque eleitoral, mandar menos notas de repúdio e ouvir menos os “especialistas” que acham que taxar remédio americano vai salvar a soberania nacional. Porque, ao contrário das narrativas do Planalto, Trump não está nem aí para os dramas de Brasília. Ele está jogando xadrez — e Lula mal sabe onde está o tabuleiro.
Mas, para a militância, o importante é seguir gritando “fascista” para quem discorda e fingir que a economia vai bem, obrigado. Afinal, o que seria da esquerda sem seu eterno carnaval de ilusão?
Com informações Folha de S.Paulo
















