Lula se diz ser “dono do Brasil” em entrevista ao JN

Há algo de podre no Palácio do Planalto — e o cheiro já não se esconde mais nem atrás dos microfones

Por Notas & Informações

Há algo de podre no Palácio do Planalto — e o cheiro já não se esconde mais nem atrás dos microfones da Globo. Quando um chefe de Estado, diante das câmeras do Jornal Nacional, se refere ao país como “meu país” em tom possessivo, não se trata de um deslize retórico. Trata-se de um sintoma clássico de algo muito mais perigoso: a construção de um regime personalista onde o governante se vê não como servidor, mas como proprietário da Nação. E quando essa percepção se instala no coração de um mandatário, não há democracia que se sustente sem resistência ativa.

Lula, em mais uma de suas aparições patéticas travestidas de entrevistas institucionais, revelou aquilo que os conservadores há anos denunciam: a máscara do sindicalista “paz e amor” caiu. Restou o autoritário, o populista disfarçado de democrata, o velho líder de palanque que ainda acredita que a República é uma extensão da sede do PT.

Dizer que um presidente estrangeiro não pode “interferir no Judiciário do meu país” seria louvável — se viesse da boca de alguém que respeita a independência entre os Poderes. Mas vindo de quem se referiu a ministros do STF como “companheiros de luta”, soa cômico e perigoso. O tom é de dono. O vocabulário é de posse. A lógica é perversa: quem está no comando do Executivo, ainda que teoricamente limitado pelo sistema de freios e contrapesos, se sente autorizado a falar em nome de todo o Estado brasileiro — inclusive do Judiciário.

Mas calma, como diz o bordão da internet, fica pior.

A declaração absurda de que “a gente está fazendo um processo” deveria, num país com algum senso institucional, ser o suficiente para iniciar um debate sério sobre limites presidenciais. O “a gente” não pode incluir o Executivo em ações da Procuradoria-Geral da República ou do Supremo Tribunal Federal. Mas no Brasil de 2025, onde a Constituição virou guardanapo em coquetel diplomático, parece que tudo se mistura.

Lula fala como se ainda estivesse no controle de todas as engrenagens do Estado, e talvez esteja — com a benção silenciosa de uma imprensa domesticada e uma oposição que ainda engatinha. E o mais grotesco vem logo depois: “direito à presunção de inocência de quem é vítima”. Opa, como assim? Desde quando vítimas precisam ser consideradas inocentes? Vítima, por definição, não é acusada. Réu é que precisa da presunção de inocência. Um aluno do primeiro semestre de Direito entenderia isso. Mas o Presidente da República? Ele tropeça nessa obviedade como se estivesse comentando futebol no botequim. Um erro crasso, digno de reprovação pública imediata — mas que, curiosamente, passou ileso na análise dos comentaristas do telejornal.

O mesmo presidente que agora se escandaliza com tarifas norte-americanas é aquele que defendeu o Irã contra Israel, fez beicinho pra Donald Trump, se ajoelhou diante da China, e elogiou Nicolás Maduro em cadeia nacional. Um homem que chama o Brasil de seu, mas que jamais se portou como verdadeiro defensor da soberania nacional, a não ser quando ela servia a seus interesses ideológicos.

Dizer que o presidente dos Estados Unidos “deve estar muito mal informado” não é apenas arrogância — é burrice diplomática. É o tipo de bravata que se ouve de líderes totalitários que arrastaram seus países para o buraco: de Chávez a Ortega, de Maduro a Díaz-Canel. Sempre a mesma ladainha: “o império está nos sabotando”. E agora, com uma pitada de ironia tropical, vemos o mesmo script sendo encenado por um ex-presidiário que se acha líder global.

Mas nada supera o delírio de Lula ao afirmar que o Brasil utilizará a reciprocidade e recorrerá à Organização Mundial do Comércio caso os EUA sigam com medidas protecionistas. Ora, é a formiga desafiando o elefante. O mesmo discurso que empurrou a Venezuela para o abismo está sendo replicado, palavra por palavra, em Brasília. Só falta mesmo o paletó verde-oliva e um boné do Foro de São Paulo.

E no meio de tudo isso, onde está a justiça? Aquela mesma que ele agora afirma respeitar, depois de ter sido condenado em três instâncias por corrupção, ter HCs negados em sequência, e passado quase dois anos como hóspede do sistema penitenciário brasileiro. Quem teve acesso aos autos, como bem ressalta o advogado Jeffrey Chiquini, sabe que os “réus da trama golpista” sequer conhecem o conteúdo completo da acusação. Enquanto isso, o Ministério Público e o STF já gozam de todas as provas há meses. É uma inversão de garantias processuais, onde se pune antes de julgar — desde que o alvo seja considerado “inimigo do regime”.

Essa realidade não é exagero de opositores. Está documentada. Está gravada. Está no Jornal Nacional. Está no YouTube. Está nas entrelinhas de cada palavra dita por um homem que nunca superou o palanque e que agora se acha o dono do Brasil.

A democracia liberal pressupõe uma coisa simples: o poder é do povo, não do partido. Mas Lula insiste em inverter essa ordem. Ao fazer isso, alimenta o espírito autoritário que nunca deixou de carregar. O PT nunca precisou de tanques nas ruas, porque seus generais usam toga, seus soldados são burocratas, e sua artilharia são narrativas enviesadas. O projeto é claro: manter o controle absoluto do Estado pela via da “legalidade institucional”.

Mas felizmente, ainda existem vozes lúcidas.

No vídeo disponível no YouTube, o advogado criminalista Jeffrey Chiquini, mestre e professor de Direito, desmonta com precisão cirúrgica cada uma das declarações absurdas do presidente. Com base jurídica sólida e argumentos inquestionáveis, ele revela ao cidadão comum a gravidade das distorções discursivas e processuais que estão sendo cometidas em nome de uma suposta “justiça democrática”.

Se você ainda acredita que está tudo dentro da normalidade, assista. Reflita. E prepare-se. Porque quando um presidente chama o país de seu, o povo precisa urgentemente lembrá-lo de quem realmente manda.

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