Lula, STF e Congresso transformam o 7 de Setembro em um eterno 8 de Janeiro no Brasil

Você acorda em mais um 7 de setembro e, em vez de sentir o peso histórico da Independência, percebe que o

Por Notas & Informações

Você acorda em mais um 7 de setembro e, em vez de sentir o peso histórico da Independência, percebe que o país continua aprisionado no trauma de 8 de janeiro de 2023. Não há desfile que desperte emoção, não há bandeira que tremule com orgulho, não há multidões nas ruas. O vazio não é apenas físico, mas simbólico. O que deveria ser uma data de união, memória e celebração nacional transformou-se em ritual burocrático, frio, desconectado do povo. E, ao observar essa cena, você entende a essência da crítica certeira de Claudio Dantas: o Brasil foi sequestrado por uma narrativa que insiste em perpetuar o medo, o controle e a submissão.

Você vê Lula discursar em nome da soberania, mas a retórica soa como um teatro mal ensaiado, uma peça escrita para enganar incautos. Enquanto o presidente fala em resistência ao imperialismo americano, você percebe que as riquezas estratégicas do país escorrem pelas mãos rumo à China. É como se a pátria tivesse sido transformada em moeda de troca, onde o discurso antiamericano não passa de cortina de fumaça para esconder a entrega silenciosa de nossa independência econômica. E, nesse instante, a palavra soberania parece ecoar com um som oco, incapaz de esconder a contradição brutal entre a promessa e a realidade.

Você também escuta ministros do Supremo Tribunal Federal proclamarem defesa da democracia, mas sente que as palavras foram esvaziadas de sentido. O que deveria ser a última instância de garantia da Constituição tornou-se palco de arbitrariedades, um laboratório de experimentos políticos travestidos de decisões judiciais. O contraste é gritante: enquanto se fala em proteger liberdades, você testemunha liberdades sendo corroídas, opiniões criminalizadas, vozes silenciadas. Dantas não exagera quando denuncia que os cidadãos viraram ratos de laboratório. A cada novo ato, você percebe que o Brasil é submetido a testes de resistência, para verificar até onde a sociedade suporta ser controlada e manipulada.

O cenário é de desencanto profundo. A Esplanada dos Ministérios, antes pulsante em datas cívicas, agora se assemelha a um deserto. A ausência de povo não é simples coincidência; é sintoma de um país que perdeu a fé nas instituições. Você já não enxerga legitimidade nos discursos oficiais. E, quando olha para a televisão e vê autoridades posando diante das câmeras, tudo lhe parece encenação, uma performance protocolar sem conexão com a realidade. As ruas respondem com silêncio, e esse silêncio é a acusação mais devastadora de todas: ninguém acredita mais na narrativa imposta.

Enquanto isso, crimes se multiplicam, mas a prioridade não é combater a violência que assola bairros, cidades e famílias. A energia do poder concentra-se em criar inimigos políticos, em perseguir opositores, em inventar ameaças difusas para justificar a manutenção de um estado de alerta permanente. Você vê a ironia: o PCC deixou de ser apenas uma facção criminosa e se tornou metáfora de poder político, onde siglas se confundem com conchavos, e a criminalidade encontra eco dentro das instituições que deveriam combatê-la. O cidadão comum, por sua vez, continua sendo explorado, não mais no assalto à mão armada, mas diretamente no contracheque, onde impostos e taxas roubam diariamente sua dignidade.

Brasília, que deveria ser o coração republicano, tornou-se caricatura de si mesma. A cena descrita por Dantas é quase surreal: a Esquadrilha da Fumaça ainda sobrevoa, mas os caças Gripen estão sem mísseis; o comandante da Força Aérea precisa viajar de voo comercial, enquanto ministros do Supremo utilizam jatinhos da FAB como se fossem táxis aéreos particulares. Você percebe o absurdo e, ao mesmo tempo, entende que esse contraste não é fruto do acaso, mas da escolha consciente de privilegiar uns e humilhar outros. É a inversão completa da lógica institucional, onde quem deveria dar exemplo de austeridade ostenta privilégios com naturalidade.

E então surge a pergunta inevitável: quem, afinal, merece anistia? Você reflete sobre isso e percebe que a questão vai além dos atos de 8 de janeiro ou das decisões controversas do Supremo. A verdadeira anistia que o poder exige é a do esquecimento. Querem que você esqueça os abusos, os privilégios, as contradições, a destruição lenta e constante do tecido democrático. Querem que você se acostume ao eterno 8 de janeiro, como se fosse natural viver em estado de exceção disfarçado de normalidade.

Mas você não esquece. Você sente que há uma ferida aberta no país, e cada nova ação de Lula e do Supremo apenas aprofunda essa ferida. A independência que se comemora no calendário não encontra eco na vida real. Você olha para a bandeira verde e amarela e se pergunta o que ainda resta de soberania, o que ainda resta de democracia, o que ainda resta de República.

A crítica de Claudio Dantas não é apenas jornalística, é um chamado à lucidez. Ele descreve um Brasil onde as instituições se tornaram instrumentos de opressão, e você sabe que isso não é exagero. O mais perigoso é perceber que a sociedade, exausta, começa a se acostumar com a distorção. O vazio nas ruas, o silêncio diante dos discursos oficiais, a apatia geral — tudo isso é sinal de que muitos já não acreditam ser possível resistir.

Mas você, que enxerga além do teatro político, sabe que a resistência começa justamente por não aceitar a narrativa pronta. Não se trata de concordar com atos de vandalismo ou rupturas violentas, mas de recuperar a coragem de questionar, de apontar contradições, de não se calar diante do absurdo. Você entende que o Brasil não pode permanecer eternamente em 8 de janeiro. A verdadeira independência só virá quando o povo voltar a ocupar as ruas com dignidade, não como massa de manobra, mas como protagonista da história. Até lá, cada 7 de setembro continuará sendo um lembrete doloroso de que a liberdade é sempre frágil, e que cabe a você decidir se aceita viver como rato de laboratório ou como cidadão livre.

Com informações jornalista Claudio Dantas

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