
É curioso como o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente e protagonista do circo político nacional, insiste em transformar qualquer obra em um feito seu, mesmo quando nem sequer começou. No caso do Túnel Santos-Guarujá, temos um exemplo clássico dessa prática: Lula reivindica para si uma obra que ainda não saiu do papel, que não tem data para começar, mas que, segundo o Estadão, será fruto do esforço do governador Tarcísio de Freitas. Não é de se espantar que o Palácio do Planalto já tenha começado a veicular vídeos institucionalizando essa ficção como se fosse um “projeto do governo do Brasil”. É realmente impressionante a habilidade do lulopetismo em criar universos paralelos, onde todo sucesso nasce de Lula e nenhum mérito alheio é reconhecido.
Enquanto isso, a realidade mostra que décadas de planos frustrados para conectar Santos e Guarujá – ora por túnel, ora por ponte – não avançaram sob qualquer governo petista. O plano que finalmente começou a tomar forma foi concebido na gestão de Jair Bolsonaro, quando Tarcísio de Freitas, então ministro da Infraestrutura, propôs a desestatização do Porto de Santos. A contrapartida? A construção de uma ligação submersa, uma solução prática para milhares de pessoas que hoje enfrentam filas intermináveis de balsas ou precisam dar voltas de 40 quilômetros para atravessar de uma cidade à outra. É simples: enquanto o PT estava ocupado com discursos grandiosos e promessas impossíveis, um governo pragmático planejava soluções reais.
E o que fez Lula enquanto isso? Enterrou a proposta. Naturalmente, a chegada do presidente estatista à Presidência significou apenas mais um adormecer de iniciativas concretas. Enquanto Tarcísio assumia o Palácio dos Bandeirantes e transformava a proposta em projeto de fato, inserindo-a no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo, o lulopetismo continuava a criar narrativas fantasiosas, como se o mérito do túnel fosse algo que pudesse ser apropriado com pura propaganda e um vídeo institucional bem editado.
É aqui que se revela o modus operandi do PT: não importa se a obra depende do esforço de terceiros, da persistência de gestores competentes ou de parcerias público-privadas viáveis. O que importa é a construção de um mito em torno de um político. No caso do túnel, serão investidos R$ 6,8 bilhões, com R$ 5,4 bilhões custeados pelo governo federal e o restante pelo setor privado, que terá a concessão por 30 anos. Uma obra de tal envergadura exige planejamento, capacidade administrativa e visão de futuro – características que, infelizmente, não estão no repertório do lulismo. Mas isso não impede a máquina de marketing petista de vender a ideia de que Lula sozinho poderia ter feito tudo. Se fosse tão fácil, por que, afinal, os governos petistas anteriores, que ocuparam o Planalto por 16 anos, nunca conseguiram entregar nada parecido? Essa é uma pergunta que o PT prefere ignorar, assim como ignora Tarcísio de Freitas nos seus vídeos de propaganda.
O mais irônico de tudo é ver o esforço do governador paulista ser apagado por uma narrativa que tenta convencê-lo de que os créditos de seu trabalho podem ser transferidos para outro. É o típico golpe baixo do lulopetismo: tentar roubar mérito alheio enquanto se vangloria de “realizações” que só existem em seus vídeos institucionais e nas manchetes controladas pelos marqueteiros. Sidônio Palmeira e sua equipe de comunicação são mestres nessa arte: ignorar quem realmente fez, maquiar a realidade e vender a obra como se fosse um ato de pura benevolência presidencial. É como se Tarcísio tivesse simplesmente aparecido para dar um passeio pelo túnel e, por magia, ele tivesse se construído sozinho.
Enquanto isso, cidadãos da Baixada Santista permanecem à mercê de soluções que só agora começam a sair do papel graças à insistência de gestores competentes. O povo não se interessa por quem aparece em propagandas ou em comerciais de TV; eles querem resolver problemas logísticos que impactam suas vidas diariamente. Mas o PT parece acreditar que basta colocar o rosto de Lula em um vídeo institucional para que a população esqueça décadas de promessas vazias. A estratégia é simples: enquanto o país espera resultados concretos, Lula e sua trupe de spin doctors se dedicam à arte de criar heróis imaginários. O problema é que o mundo real não se curva à narrativa petista.
Não se trata apenas de uma questão política, mas de capacidade administrativa. Tarcísio não apenas retomou um projeto que estava morto, mas conseguiu viabilizá-lo através de parcerias público-privadas, dividindo responsabilidades financeiras de maneira estratégica e garantindo que a obra tenha sustentabilidade econômica. É pragmatismo puro, enquanto Lula prefere o mundo das ideias grandiosas, onde tudo é possível se você apenas anunciar com entusiasmo na televisão. Essa diferença revela o abismo entre gestores de verdade e aqueles que sobrevivem de mito e propaganda.
Portanto, se o túnel Santos-Guarujá finalmente se tornar realidade, será graças à insistência, competência e visão de Tarcísio de Freitas, não aos vídeos institucionais do Palácio do Planalto ou às promessas vazias do presidente Lula. O lulopetismo continuará, é claro, a tentar assumir os créditos, mas a história, quando escrita com honestidade, lembrará que a obra é fruto de gestão concreta, planejamento e persistência – tudo aquilo que Lula prefere fingir ter, mas nunca demonstrou. No fim das contas, o que resta para o PT é apenas a propaganda: um show de ilusão, um marketing político de alto custo e nenhuma substância real. E, como bem observou o Estadão, o túnel pode até sair, mas a paternidade da ideia e a execução competente são, inequivocamente, de Tarcísio. Que os petistas continuem a delírio de seus vídeos institucionais; para os cidadãos, o importante é que a obra finalmente aconteça – e que a verdade sobre quem a tornou possível seja lembrada.
Se Lula tivesse metade da habilidade administrativa de Tarcísio, talvez não precisássemos de décadas de obras fantasma, planos eternamente adiados e promessas vazias. Mas não: o que vemos é mais do mesmo, um presidente cuja especialidade é reivindicar feitos alheios, criar heróis fictícios e acreditar que propaganda é mais importante que resultado. A Baixada Santista, felizmente, está prestes a descobrir que a realidade exige ação concreta – algo que Lula, nem nos melhores roteiros de fantasia, jamais entregaria.
Com informações Estadão
















