
É impressionante a capacidade de Luiz Inácio Lula da Silva de transformar qualquer situação em um espetáculo grotesco de autopromoção. Dessa vez, como mostrou a jornalista Mariana Brasil, da Folha de S.Paulo, o petista resolveu se fantasiar de patriota de boutique, usando um boné com a frase “O Brasil é dos brasileiros”, como se um pedaço de tecido na cabeça pudesse esconder décadas de servilismo ideológico e negócios escusos com ditaduras estrangeiras. Parece piada pronta: o homem que viveu bajulando Fidel Castro e Nicolás Maduro, que tratou ditadores como estadistas e humilhou o Brasil diante do mundo, agora surge de boné verde-amarelo para posar de defensor da soberania nacional. É o típico teatro lulista: uma encenação barata para enganar incautos.
Não bastasse o circo do acessório, Lula decidiu dar lição de moral contra o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos de Donald Trump. O ex-metalúrgico que jamais entendeu o que significa livre mercado, que sabotou a indústria nacional em nome de interesses ideológicos, agora posa de grande negociador internacional. O discurso dele é uma espécie de stand-up político: garante que não aceita ser tratado como subalterno, quando sua vida política inteira foi de joelhos — ora para as elites corruptas que o financiaram, ora para as nações “companheiras” que o ajudaram a enriquecer. Quem conhece a história sabe: Lula nunca defendeu a soberania do Brasil, apenas a soberania do próprio projeto de poder.
E como não poderia faltar, ele arrumou tempo para atacar Eduardo Bolsonaro, acusando-o de “articulações em prol do tarifaço”. É curioso: o mesmo Lula que sempre idolatra a democracia, pelo menos em discursos, pede nos bastidores que a Câmara casse o mandato de um deputado legitimamente eleito pelo povo. A democracia, para ele, só serve quando aplaude seus caprichos. Quando um opositor ousa enfrentar sua narrativa, Lula mostra seu verdadeiro eu: autoritário, vingativo, intolerante. Mas claro, vestido de bom-mocismo para enganar a plateia.
Durante a reunião ministerial, Lula, Haddad, Alckmin e companhia formavam um elenco de novela ruim. O presidente exibia o boné nacionalista, Haddad, o gênio da economia que não consegue equilibrar um cofre de padaria, falava de soluções mágicas, e Alckmin, o eterno vice sem brilho, fazia o papel de figurante de luxo. A cena era tão ridícula que dava para imaginar o roteiro sendo escrito por algum marqueteiro desesperado: “Vamos colocar Lula de boné, dizer que somos soberanos e bater de frente com os Estados Unidos. Isso vai soar forte para o público interno.” Pois é, soou, mas soou como piada.
E não parou por aí. Lula resolveu bancar o especialista em geopolítica e anunciou que a guerra entre Rússia e Ucrânia está prestes a acabar. É isso mesmo: esqueça analistas militares, diplomatas ou estrategistas internacionais. Agora temos o oráculo de Garanhuns para prever o futuro das maiores potências do planeta. Para Lula, Putin, Zelenski, Trump e a Europa inteira já sabem o limite da guerra, e estão apenas esperando a hora de anunciar o fim. Se fosse numa roda de boteco, tudo bem. Mas ouvir isso do presidente de um país de 200 milhões de habitantes é constrangedor. Parece que o homem acredita mesmo ser uma espécie de sábio global, quando na prática não consegue nem administrar os próprios ministros, que caem um a um por escândalos e incompetência.
A reportagem ainda lembra que Lula prestou solidariedade a Ricardo Lewandowski, alvo da suspensão de vistos pelos EUA. O ex-sindicalista fez drama, como sempre: disse que os americanos perdem por não receberem uma “personalidade da sua competência”. Competência? A mesma que transformou o Supremo em trincheira de perseguição política? A mesma que atuou como advogado informal do PT durante anos? Pois é, para Lula, isso é competência. O resto do mundo que se dane.
E claro, a reunião serviu para cobrar entregas de ministros e reforçar que este é o “ano da colheita” do governo. É curioso: Lula planta caos, planta escândalos, planta autoritarismo e depois promete colher prosperidade. Talvez ache que a economia funciona como palanque: basta discursar para que tudo floresça. Só que o povo não vive de frases de efeito, muito menos de bonés com slogans vazios. Vive de emprego, de renda, de estabilidade. E isso o governo petista nunca conseguiu oferecer sem destruir as bases do futuro.
O mais trágico de tudo é ver parte da imprensa, como sempre, noticiando esses episódios com ar de normalidade. Mariana Brasil fez o registro do teatro lulista, mas a questão que fica é: até quando o país vai tolerar esse personagem ridículo fingindo ser estadista? O Brasil de Lula é uma caricatura: um presidente que se fantasia de patriota enquanto entrega o país à velha política, que fala em soberania enquanto depende de ditaduras para sustentar sua narrativa, que fala em democracia enquanto deseja cassar opositores.
A cena do boné ficará como símbolo: Lula tentando vestir a máscara que nunca lhe coube. O problema é que a plateia já está cansada da farsa. O público brasileiro não aguenta mais assistir a esse espetáculo de quinta categoria, onde o ator principal tenta encobrir o passado de corrupção com frases nacionalistas de fachada. O boné pode dizer que “O Brasil é dos brasileiros”, mas o país sabe que, nas mãos de Lula, o Brasil sempre foi dos amigos do poder.
Com informações Folha de S.Paulo
















