
Lula fala em soberania, mas se ajoelha para ditaduras. O recente pronunciamento do petista, publicado no site do Partido dos Trabalhadores, é mais uma peça de propaganda vazia, recheada de clichês ideológicos e mentiras grotescas. Lula, que passou décadas bajulando ditadores latino-americanos, agora tenta posar de defensor da soberania nacional contra os Estados Unidos, como se ainda estivéssemos nos anos 70 da Guerra Fria. Mas a verdade é outra: quem entrega o Brasil aos interesses estrangeiros, enfraquece as instituições e governa por decretos e narrativas é justamente ele e seu partido.
Dizer que “o Brasil é um país soberano e democrático” nas palavras de Luiz Inácio Lula da Silva é zombar da inteligência do povo brasileiro. Esse mesmo “soberano” que ele defende é o Brasil que hoje está nas mãos de ministros do Supremo que não foram eleitos por ninguém, mas que mandam mais do que o Congresso Nacional. E esse “democrático” é o mesmo país onde cidadãos são perseguidos, presos e censurados por opinião. Qual é a soberania de um país onde um único ministro da Suprema Corte tem mais poder que o presidente, o Congresso e a Constituição juntos? Onde está a democracia quando o Judiciário transforma adversários políticos em “inimigos da pátria”, enquanto protege os aliados do sistema?
E Lula fala em “interferência inaceitável” dos Estados Unidos, como se o mundo estivesse chocado com a defesa da democracia brasileira encarnada por Alexandre de Moraes, o verdadeiro protagonista do autoritarismo institucionalizado. O governo norte-americano sancionou Moraes porque reconheceu o que já virou escândalo internacional: o Brasil vive um estado de exceção disfarçado de legalidade. Quem interfere na soberania nacional são os togados que censuram redes sociais, mandam prender deputados e jornalistas sem julgamento, e ameaçam a liberdade de expressão de todo um povo.
A nota de Lula ainda ousa dizer que “a Justiça não se negocia”. Ironia das mais cruéis, vinda de um condenado por corrupção em três instâncias, libertado por manobras jurídicas obscuras e reconduzido à presidência com apoio dos mesmos ministros que hoje ele defende. Se a Justiça não se negocia, por que o STF arquivou processos evidentes de corrupção envolvendo o PT? Por que o TSE interveio na eleição de 2022 para censurar adversários e proteger a candidatura petista? A democracia virou moeda de troca nas mãos da esquerda, e o povo brasileiro sabe disso.
O trecho mais cínico da nota é quando afirma que a “sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia”. Ora, é justamente sob esse pretexto que o PT e seus aliados vêm cerceando liberdades fundamentais. Acusam de “ódio” qualquer opinião conservadora. Chamam de “racismo” qualquer crítica à imposição de narrativas identitárias. Usam “pornografia infantil” como cortina de fumaça para justificar a censura ampla e irrestrita nas redes sociais. O discurso bonito serve para esconder uma prática ditatorial que visa calar a oposição e manter o controle total do debate público.
E ainda têm a coragem de acusar “políticos brasileiros que traem nossa pátria” por denunciarem ao mundo os abusos que estão ocorrendo no Brasil. Lula e sua trupe chamam de traição a atitude corajosa de quem luta para defender a liberdade e a Constituição. Para eles, patriotismo é submeter-se ao regime progressista instaurado pelo sistema, onde a esquerda detém o monopólio da verdade, da moral e da Justiça. É o típico comportamento de regimes autoritários que invertem os valores e criminalizam seus opositores.
Quanto às medidas comerciais tomadas pelos Estados Unidos, Lula reage com o vitimismo habitual, ignorando que grande parte da deterioração das relações exteriores é responsabilidade direta da política externa ideológica do seu governo. Lula prefere bajular ditaduras como Cuba, Venezuela e Nicarágua, do que estabelecer parcerias sólidas com democracias consolidadas. Quer fazer negócios com países que violam sistematicamente os direitos humanos, enquanto se recusa a reconhecer a legitimidade de críticas de nações que ainda prezam por valores como liberdade e Estado de Direito.
O suposto “déficit comercial” citado por Lula é irrelevante diante das questões morais e institucionais que motivaram a resposta norte-americana. O mundo enxerga o Brasil como um país à deriva institucionalmente. E os sinais de alerta já foram dados: quem atropela as liberdades fundamentais em nome de uma falsa estabilidade democrática perde o respeito dos parceiros internacionais. A resposta dos Estados Unidos não é “interferência”, mas uma reação legítima ao autoritarismo disfarçado de democracia.
No fim, Lula tenta vender a ideia de que o Brasil está “cada vez mais integrado aos principais mercados e parceiros internacionais”. Outra farsa. O país vive isolado, com sua imagem manchada por escândalos de censura, repressão política e ativismo judicial. A confiança internacional despenca à medida que as instituições brasileiras se tornam instrumentos de perseguição política. E tudo isso é ignorado pela grande mídia, que prefere reproduzir as notas oficiais como se fossem verdades absolutas, enquanto cala diante da perseguição de conservadores, jornalistas independentes e influenciadores de direita.
Não se trata de defender interesses estrangeiros em detrimento do Brasil. Trata-se de defender a verdade, a liberdade e a democracia real, não essa versão de fachada vendida por Lula e pelo PT. O verdadeiro patriotismo está em denunciar o autoritarismo, proteger a Constituição e lutar para que o Brasil volte a ser um país onde o povo tenha voz e poder. O governo petista, com seus discursos pomposos e cheios de falsos moralismos, tenta esconder a realidade: um projeto de poder autoritário, sustentado por uma elite política, midiática e judicial que age em nome da “democracia”, mas despreza a vontade popular.
O Brasil precisa acordar. Precisamos retomar o rumo. O país não pode continuar refém de um grupo político que usa o Estado como instrumento de vingança e de dominação. Não é soberania quando o povo está calado. Não é democracia quando a censura impera. E não é justiça quando quem manda não foi eleito por ninguém. É hora de reagir. Antes que seja tarde demais.
>> Confira a íntegra da nota oficial do presidente Lula:
O Brasil é um país soberano e democrático
O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa.
É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira.
O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses.
Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia.
No Brasil, a lei é para todos os cidadãos e todas as empresas. Qualquer atividade que afete a vida da população e da democracia brasileira está sujeita a normas. Não é diferente para as plataformas digitais.
A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia.
O governo brasileiro considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países.
O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação. Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais.
Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras.LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República
Com informações Agência Brasil
















