Marina Silva se vitimiza após ser confrontada por senadores da Amazônia

Prepare o chá e sente-se confortavelmente, porque o drama da semana no teatro de Brasília tem nome, sobrenome e lágrimas prontas

Por Notas & Informações

Prepare o chá e sente-se confortavelmente, porque o drama da semana no teatro de Brasília tem nome, sobrenome e lágrimas prontas para cair: Marina Silva. A ministra do Meio Ambiente, que já foi a queridinha da esquerda ecológica mundial e musa de ONGs internacionais, agora parece querer ganhar a simpatia nacional no grito e na choradeira. Tudo por conta de uma audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, onde, vejam só, ela foi tratada como uma autoridade que precisa ser questionada. Um escândalo!

Sim, caros leitores, Marina, aquela que passou anos atirando verbalmente contra o governo Bolsonaro, dizendo que tudo era destruição ambiental, genocídio florestal, ataque à mãe natureza e um apocalipse verde patrocinado pelo Palácio do Planalto, agora não gosta de ser cobrada. Virou alvo de senadores do Norte — incluindo até mesmo um da base do próprio governo — e a cena foi digna de novela mexicana: caras fechadas, palavras duras, perguntas incômodas e a ministra com os olhos marejados, quase clamando por socorro institucional.

A matéria da jornalista ultraesquerdista Vera Magalhães, publicada no O Globo, é praticamente um manifesto de piedade. Vera, sempre pronta para proteger suas heroínas do campo progressista, pinta o episódio como uma “arapuca” armada por senadores do Norte para “abater Marina Silva”. Dá até vontade de colocar uma trilha sonora de violino de fundo. Mas será que é mesmo uma armadilha, ou apenas uma sessão legítima de cobrança política sobre uma ministra que, até agora, tem se comportado mais como ativista do Greenpeace do que como gestora pública?

Não é de hoje que Marina tenta encarnar o papel da “última guardiã da floresta”. Acontece que a ministra agora está no governo, com cargo, estrutura e orçamento. E quando se está no poder, espera-se que se governe, e não que se lamente. Mas Marina parece ter saudade dos tempos em que era apenas uma voz do contra — especialmente na época do governo Bolsonaro, quando ela ocupava os palanques midiáticos e internacionais para dizer que o Brasil vivia sob um regime ambiental predatório.

É irônico, para dizer o mínimo, ver essa mesma Marina, que desferia críticas duras contra Jair Bolsonaro, agora implorando por respeito institucional e dizendo que é alvo de injustiça. Coitada dela, não é mesmo? Não pode ser questionada, não pode ser confrontada, não pode ser contrariada. Qualquer crítica é automaticamente transformada em perseguição. E, claro, a imprensa amiga — como Vera Magalhães — está sempre pronta para soprar o lenço.

Segundo a jornalista, a ausência dos principais líderes do governo na defesa de Marina foi “vexaminosa” e demonstra o quanto o Planalto é refém de Davi Alcolumbre. Só agora descobriram isso? Quando era Arthur Lira o fiador do poder, ninguém da esquerda achava problemático. Mas quando é Alcolumbre, o foco muda. E quem paga a conta é Marina, largada no plenário do Senado como se estivesse numa cova de leões, segundo a analogia dramática usada pela própria imprensa progressista.

Mas convenhamos, o que houve foi uma cobrança legítima. Senadores do Norte — Omar Aziz (AM), Plínio Valério (AM) e Marcos Rogério (RO) — pediram explicações e cobraram uma postura mais prática da ministra diante de temas cruciais para a região, como a exploração de petróleo na Margem Equatorial. E qual foi a reação da ministra? Se vitimizar, dizer que está sendo isolada e que há uma tentativa de silenciá-la. Onde será que já vimos esse filme antes?

Essa narrativa de coitadinha soa ainda mais forçada quando lembramos que Marina, lá atrás, era contra tudo e todos que ousassem defender desenvolvimento econômico em áreas amazônicas. Bastava alguém propor uma obra de infraestrutura que ela surgia dizendo que era um crime ambiental. O tom de superioridade moral era marca registrada. Agora, quando o calo apertou e a pressão veio de dentro do próprio governo, a ministra decidiu flexibilizar o discurso, admitindo até a liberação de estudos na Margem Equatorial. Mas com uma condição, claro: desde que ninguém a critique no caminho.

E vejam só que conveniente: mesmo se rendendo à ideia de que o Brasil pode sim explorar petróleo com responsabilidade, Marina quer o crédito de segurar o “touro à unha”, como diz o texto da Vera. Afinal, ela ainda precisa manter a aura de “eco-guerreira resiliente”, enquanto negocia nos bastidores para continuar no cargo. Uma verdadeira equilibrista entre o pragmatismo do poder e a imagem de pureza ativista.

O curioso é que, mesmo após essa sessão de pancadaria verbal no Senado, Marina saiu como mártir aos olhos da esquerda. A opinião pública progressista correu para abraçá-la, dizer que ela é essencial, que representa os valores sustentáveis do Brasil, e que sua resistência é inspiradora. Tudo muito bonito, tudo muito simbólico — e completamente descolado da realidade.

A verdade, leitores do Conservadores Online, é que Marina só aceita estar no governo se for para ser incensada. Não admite críticas, muito menos de parlamentares que conhecem de perto a realidade amazônica. Quer governar por decreto moral, como se a floresta fosse uma extensão do seu quintal, e qualquer questionamento fosse um ataque pessoal. É o velho script da esquerda: quando não conseguem responder com argumentos, apelam para o vitimismo e a lacração sentimental.

E não podemos esquecer o ponto mais revelador dessa história toda: o governo Lula, que tanto prometeu diálogo, união e respeito às instituições, abandonou Marina no plenário do Senado. Foi preciso um telefonema tardio do presidente para tentar colar os cacos. Segundo Vera Magalhães, Lula ligou para Marina e deu bronca nos auxiliares por tê-la deixado sozinha. Ou seja: o apoio do governo veio só depois da repercussão negativa. Antes disso, ninguém moveu um dedo. Até parece que estavam esperando para ver se a ministra caía por conta própria.

A realidade é que a base governista está mais preocupada com o apoio de caciques regionais — como Davi Alcolumbre — do que com a preservação da imagem de Marina Silva. E, convenhamos, isso não é de hoje. Desde que assumiu o cargo, Marina vive uma corda bamba dentro do próprio governo, sendo usada como vitrine verde nos fóruns internacionais, mas ignorada nas decisões práticas. E ainda assim, insiste em dizer que está tudo bem, que faz parte da equipe, que é respeitada. Só falta dizer que é feliz.

Resumindo: Marina Silva quis brincar de governo, mas não quer arcar com as consequências. Quer ser ministra, mas com o direito de não ser cobrada. Quer defender pautas ambientais, mas sem lidar com os interesses regionais legítimos de estados que dependem da exploração de recursos naturais. Quer posar de símbolo global da sustentabilidade, mas sem ter que negociar com políticos reais. E quando a realidade bate à porta, coloca-se no papel de vítima, como se estivesse sendo injustiçada.

Tudo isso nos faz lembrar da Marina Silva fora do governo, aquela que passava o dia em coletivas, entrevistas e artigos dizendo que Bolsonaro destruía tudo, que o Brasil estava perdendo sua credibilidade, que o meio ambiente era tratado como lixo. Agora, diante de um governo que a abandona, de um Senado que a confronta, e de um Lula que só reage depois do estrago feito, Marina prefere se calar sobre os absurdos do próprio lado, mas solta lágrimas quando o dedo é apontado para ela.

É a velha hipocrisia progressista: apontar o dedo quando está na oposição, mas pedir silêncio e empatia quando está no poder. Marina Silva se transformou naquilo que mais criticava: uma política profissional, blindada pela mídia, e incapaz de ouvir o contraditório.

Se ela vai continuar no governo? Provavelmente sim. Mas que fique claro: a floresta não é mais o único palco dessa novela. Agora, Marina precisa lidar com os lobos que cercam o Planalto — e, ao contrário do que ela pensa, nem todos vão ser amansados com lágrimas.

Com informações O Globo

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