
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, resolveu mais uma vez brincar de mágico ilusionista em rede nacional, garantindo ao povo brasileiro que o tal “tarifaço” norte-americano não será nada demais, apenas uma marolinha. Segundo o artigo do jornalista Pedro Peduzzi, da Agência Brasil, Marinho acredita que, mesmo no pior cenário, a perda de 320 mil empregos seria algo, digamos, suportável. Ora, para quem nunca precisou se preocupar com fila de supermercado ou boleto de luz atrasado, realmente 320 mil famílias jogadas no olho do furacão não parece grande coisa. É quase poético: um ministro de um governo que se gaba de defender os pobres, relativizando o desemprego como se fosse um detalhe estatístico, um “efeito colateral” do sonho revolucionário que eles tanto idolatram.
É impressionante como Marinho, esse fiel escudeiro do lulopetismo, sempre aparece para vender a ilusão de que, no fim das contas, tudo ficará bem. Ele enxerga até vantagem em cada desgraça. Se um trabalhador perde o emprego, segundo sua lógica, basta procurar outro mercado, vender mais barato, aceitar menos. Simples assim! Afinal, na cabeça da esquerda, não importa se o cidadão é humilhado e obrigado a se conformar com menos dignidade. O que importa é manter a narrativa de que o governo está no comando e sabe o que faz. É como se estivessem dizendo: “não reclame, brasileiro, abaixe a cabeça, aceite qualquer coisa, porque estamos aqui cuidando de você”. Que consolo!
A entrevista no programa Bom Dia, Ministro, foi um show à parte. Marinho, com ares de professor que nunca trabalhou de verdade na vida real, garante que poucas empresas brasileiras vão migrar suas linhas de produção para os Estados Unidos. Poucas? Pois é, só que em economia, quando as “poucas” começam a sair, logo vêm as outras. É efeito dominó. Mas, para ele, tudo está sob controle, tudo no “bom momento” da economia brasileira. Bom momento para quem? Para os ministros e seus supersalários vitalícios, claro. Porque para o trabalhador que acorda cedo, enfrenta transporte lotado e depende do salário no fim do mês, não há nada de bom em ver empregos evaporando como fumaça.
Marinho ainda teve a audácia de dizer que, com “diálogo com o empresariado”, o Brasil sairá mais forte do processo. Diálogo? Esse governo acha que conversar com empresários significa chamar meia dúzia de amigos do rei para um café em Brasília e oferecer mais subsídio, mais isenção, mais incentivo pago com o dinheiro do contribuinte. O resto, aquele dono de pequena indústria ou comerciante que mal respira com a carga tributária, esse que se vire. O governo só estende a mão para os escolhidos, os que se alinham ideologicamente, ou para aqueles que aceitam o jogo do toma-lá-dá-cá. O trabalhador comum, claro, fica para trás.
Mas nada é tão grotesco quanto o desprezo escancarado do ministro diante do impacto do tarifaço de Donald Trump, que claramente tem uma estratégia de reindustrialização dos Estados Unidos. Ao contrário de Marinho e de seus camaradas, os norte-americanos sabem o valor do emprego e da indústria nacional. Sabem que um país forte se faz com produção interna robusta, geração de riquezas e competitividade real. E é justamente isso que assusta a turma do Planalto, porque eles vivem da fantasia de que o Estado pode suprir todas as necessidades, seja com compras públicas de merenda escolar, hospital ou até presídio. É isso mesmo: Marinho acredita que o mercado interno será salvo por compras do governo. Ou seja, o setor produtivo brasileiro deve se contentar em virar fornecedor do Estado, em vez de disputar espaço e força no mercado global. Que visão grandiosa, não?
O ministro ainda soltou aquela pérola típica da esquerda: “não seria o desastre total”. Uau! Que alívio! Então podemos comemorar: perder 320 mil empregos não é o fim do mundo. Segundo ele, tudo pode ser compensado porque outros países vão comprar nossos produtos. Só tem um detalhe: esses “outros países” não querem pagar o mesmo preço. Então, a solução mágica é vender mais barato. Reduzir preço, reduzir margem, reduzir salário, reduzir dignidade. O governo até pode bater palma, mas quem paga a conta é sempre o trabalhador. E ainda querem que o povo acredite que essa equação leva a um Brasil mais forte.
A verdade é que Marinho representa a essência do pensamento da extrema-esquerda: minimizar o sofrimento do povo para manter de pé a retórica da salvação. Ele fala em “atenção especial” aos setores mais atingidos, mas, na prática, isso significa mais intervenção estatal, mais distorção no mercado e mais dependência do governo. É a velha receita do PT: criar problemas, minimizar as consequências e depois posar de salvador. E, claro, sempre sobra um discurso pronto de que “tudo dará certo”.
Enquanto isso, a vida real segue fora dos estúdios de televisão e dos microfones da Empresa Brasil de Comunicação. A vida real é feita de gente que não pode simplesmente “buscar um mercado secundário” quando perde o emprego. Gente que precisa de estabilidade, de previsibilidade, de segurança para sustentar a família. Mas para o ministro, esses são apenas números em uma planilha. São as tais 320 mil vagas que podem desaparecer sem causar “desastre total”. Para ele, nada de mais. Para o povo, tragédia.
O artigo de Pedro Peduzzi escancara não só a fala de Marinho, mas a arrogância de um governo que brinca com a esperança dos brasileiros. E o mais irônico é ouvir, da boca de um ministro, a promessa de que o Brasil sairá “mais forte” depois desse processo. Mais forte em quê? Em exportar ilusão? Em enterrar sonhos? Em fabricar estatísticas convenientes? Porque, até aqui, o único fortalecimento visível é do cinismo de quem ocupa o poder.
Com informações Agência Brasil
















