Medo de encarar Trump, Lula quer que a reunião marcada para semana que vem, aconteça de forma remota

Mauro Vieira, o chanceler do lulopetismo, resolveu abrir a boca em Nova York para vender ao mundo a narrativa que só

Por Notas & Informações

Mauro Vieira, o chanceler do lulopetismo, resolveu abrir a boca em Nova York para vender ao mundo a narrativa que só engana quem ainda acredita que Lula é um estadista e não um populista amedrontado. Segundo Vieira, a tão falada conversa entre Lula e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, “deverá” acontecer por telefone ou videoconferência. Ora, qualquer analista sério sabe que quando um governo fala em “deverá” é porque não há convicção alguma — apenas improviso e constrangimento. A cena descrita pelo jornalista Ivan Martínez-Vargas, d’O Globo, é quase caricata: Lula encontra Trump nos bastidores da ONU, troca vinte segundos de palavras, força um sorriso e depois manda seu ministro justificar que o “encontro real” talvez tenha que acontecer de forma remota. Um telefonema, quem sabe uma chamada de vídeo, porque afinal, o “presidente está muito ocupado”. Ocupado com o quê? Com as viagens milionárias pagas pelo contribuinte, com a agenda de encontros com ditadores amigos, ou com o medo de olhar nos olhos de quem ele já chamou de fascista?

Vieira tenta vestir Lula com o figurino de diplomata aberto ao diálogo, repetindo como mantra que o Brasil “é um país de negociação”. Negociação com quem? Com traficantes ideológicos como Nicolás Maduro? Com ditaduras de esquerda que violam direitos humanos? Para Trump, que fala de forma direta e sem floreios, esse discurso vazio não passa de retórica de quem teme confronto. E é justamente aí que está a verdade que Mauro Vieira tenta esconder: Lula não tem estatura para encarar Trump frente a frente. Quando o presidente americano mencionou o rápido encontro com Lula e disse que a “química foi excelente”, estava sendo educado, como manda o protocolo diplomático. Mas basta olhar a expressão corporal de Lula naquele instante para perceber que não havia química alguma — havia constrangimento.

É irônico ouvir o chanceler dizer que o Brasil está pronto para discutir tarifas com os Estados Unidos, mas que “não há espaço” para negociar sobre a separação de poderes e a soberania. Quem, em sã consciência, acredita que Lula tem autoridade moral para falar em separação de poderes, quando em sua própria gestão se vê diariamente o atropelo do Executivo e a submissão do Judiciário a uma agenda ideológica? A independência dos poderes virou apenas uma frase de efeito para disfarçar o alinhamento descarado entre governo e Supremo Tribunal Federal. Vieira pode repetir quantas vezes quiser que “a questão política é inegociável”, mas o mundo já percebeu que no Brasil de Lula, a política é a mercadoria mais barata e a democracia é negociada no balcão dos interesses de esquerda.

Ao mencionar que o encontro pessoal talvez “não seja possível” porque a agenda do presidente brasileiro está cheia, Vieira apenas reforça o óbvio: Lula não tem coragem de se sentar à mesa com Trump. O medo de ser desmascarado é maior do que o desejo de dialogar. Porque Trump não se impressiona com retórica vazia nem com discursos embalados em ideologia socialista. Ele fala o que pensa, cobra resultados e desmonta narrativas com a mesma rapidez com que Lula foge de perguntas incômodas. E é justamente isso que assusta o governo petista: a previsibilidade de um líder forte diante da fragilidade de um político que sempre preferiu o palco de comícios a uma mesa de negociação real.

O discurso de Mauro Vieira, embalado em tom professoral para a CNN Internacional, soa mais como justificativa do que como anúncio de política externa. É o típico comportamento de quem já entra derrotado, de quem sabe que a imagem internacional de Lula não é de estadista, mas de militante ideológico. O próprio chanceler, ao repetir que “o presidente está sempre pronto para conversar com qualquer chefe de Estado que seja do interesse do Brasil”, expõe a contradição central: se Trump é tão “fascista” como Lula disse no passado, por que agora é do interesse do Brasil conversar com ele? A resposta é simples: porque Trump voltou à Casa Branca e Lula precisa, ainda que engolindo a seco, dobrar-se à realidade de um líder que não joga o jogo da esquerda global.

Ao fim, o que sobra desse episódio é a imagem patética de um presidente acuado e de um chanceler que tenta maquiar a covardia com discursos ensaiados. O Brasil perde, mais uma vez, porque seu líder prefere a distância de uma tela a enfrentar de frente o homem que ele um dia insultou. E a cena do aperto de mãos de 20 segundos ficará registrada como símbolo de um governo que fala grosso com seus adversários internos, mas se apequena diante de verdadeiros líderes mundiais.

Com informações O Globo

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