Ministra Esther Dweck afirma que “cortar na carne” é tirar serviços da população

Ah, o velho bordão petista: “cortar na carne”. Frase de efeito reciclada, dramatizada, ensaiada nas coxias do teatro estatal, mas que,

Por Notas & Informações

Ah, o velho bordão petista: “cortar na carne”. Frase de efeito reciclada, dramatizada, ensaiada nas coxias do teatro estatal, mas que, na boca da ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (seja lá o que isso signifique na prática), ganhou contornos tragicômicos. Segundo essa sumidade do progressismo, cortar na carne é… tirar serviços da população. Não é fofo?

O governo, na versão cinematográfica de Dweck, é um ente espiritual, imaculado, que paira sobre a sociedade. Ele não tem carne, nem gordura, nem penduricalho. Não tem milhares de cargos comissionados inúteis, nem sindicatos parasitas, nem ministérios criados para agradar partidos fisiológicos, nem funcionários fantasmas, nem fundações fantasmas, nem empresas estatais deficitárias — nada disso. O governo, segundo Dweck, é a própria população, portanto, se for pra cortar, que se corte nos pobres, claro. Mas com carinho progressista, viu?

Segundo a matéria do repórter Bruno de Freitas Moura, da sempre imparcial Agência Brasil (onde o contraditório vai para morrer), a ministra estava muito ocupada participando de um evento do BNDES, aquele banco que já financiou ditaduras socialistas na África e construtoras investigadas na Lava Jato, para explicar que mexer em piso de saúde e educação é atacar o povo. A pergunta que ela não responde é: e manter 39 ministérios, 513 deputados, 81 senadores, e toda uma máquina de luxo estatal… isso é o quê? Serviço essencial à população?

Enquanto isso, os conservadores — esses malvados neoliberais que querem “cortar na carne” — pedem o mínimo: contenção de gastos, fim de privilégios, revisão de benefícios indecentes, redução de ministérios inúteis. Mas, não! Isso seria cortar no que realmente importa: o conforto da máquina pública. E isso, convenhamos, é inaceitável para uma elite burocrática que vive como marajá, financiada pelo imposto do motoboy e do camelô.

O decreto do IOF, derrubado pelo Congresso (aquele mesmo que o governo tenta dobrar no tapetão via STF), era um golpe de mestre na criatividade arrecadatória. Queriam taxar LCIs, LCAs, fintechs e bets como se todo brasileiro tivesse uma conta milionária na XP ou na Binance. Tudo, é claro, sem tocar um centavo dos R$ 40 bilhões em emendas parlamentares nem dos R$ 200 bilhões em renúncias fiscais para “amigos do rei”. Porque, veja bem, o problema nunca é o gasto, é o povo que não paga o suficiente.

A ministra ainda teve a ousadia de dizer que o governo está “reequilibrando a estrutura tributária”. Sim, claro… Da mesma forma como um açougueiro equilibra a balança: colocando mais osso do lado do cliente. E para justificar essa contabilidade criativa, ela mencionou o Bolsa Família, dizendo que, com o mesmo valor, o governo conseguiu “tirar 20 milhões da fome”. Incrível! Nem Cristo com cinco pães e dois peixes conseguiu tanto milagre por real gasto!

É nessa hora que o sarcasmo precisa se calar para a matemática falar: 20 milhões de pessoas tiradas da fome com zero aumento de gastos? Ou a ministra está confundindo números com desejos, ou está praticando contabilidade de Hogwarts. E o mais cômico: querem que acreditemos que o problema é o Congresso que vetou o aumento de imposto. Não a gastança desenfreada, os acordos com Centrão, as pedaladas fiscais disfarçadas e os aumentos de folha que não param nunca.

Dweck ainda cita que o contingenciamento — aquela prática básica de qualquer orçamento doméstico — pode “afetar um pouco os serviços”. Ora, ministra, um pouco? O Brasil já é um país onde o cidadão morre na fila do SUS, onde faltam professores, médicos, remédios e segurança — tudo isso com orçamento bilionário. Se o problema fosse dinheiro, estaríamos na Noruega. Mas o real câncer do serviço público brasileiro é a ineficiência institucionalizada, o aparelhamento ideológico, e o fato de que os melhores salários do país estão concentrados exatamente onde há menor produtividade: no Estado.

Enquanto isso, a extrema-esquerda bate palminha. Acham lindo um governo que reclama do Congresso, recorre ao STF, aumenta imposto disfarçado e ainda posa de defensor do povo. Querem taxar tudo o que se move, criminalizar quem lucra, e aplaudir quem parasita. O modelo é simples: o governo rouba mais do seu bolso e, em troca, te dá uma cesta básica e uma camiseta vermelha. Viva o socialismo do século XXI!

Mas nada disso é surpresa. O Brasil está sob a batuta de quem confunde Estado com fé religiosa. Para eles, o Estado é infalível, inquestionável, e só erra quando está nas mãos da direita. Quando o governo Lula quer arrecadar, é justiça social. Quando o Congresso barra, é sabotagem da elite. Quando o povo reclama, é desinformação. E quando a ministra fala, é pra você, otário pagador de imposto, aceitar com gratidão o privilégio de sustentar esse circo.

Ah, claro: tudo isso “pensando na população brasileira”. Que nobreza. Que altruísmo. Só esqueceram de avisar a população disso.

Com informações Agência Brasil

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