Ministros do STF afirmam que bancos precisam se evolver na busca de soluções sobre a Lei Magnitsky

Quando se pensa que a imaginação da extrema-esquerda já atingiu o ápice da criatividade autoritária, eis que surge mais uma joia

Por Notas & Informações

Quando se pensa que a imaginação da extrema-esquerda já atingiu o ápice da criatividade autoritária, eis que surge mais uma joia produzida pelos escribas de confiança do sistema. A jornalista Bela Megale, sempre de prontidão para servir de porta-voz oficioso do Supremo Tribunal Federal, decidiu mais uma vez despejar tinta em defesa daquilo que se tornou o esporte preferido da corte: a violação sistemática da Constituição brasileira. É claro, tudo embrulhado no pacote de “defesa da democracia” que só engana quem ainda acredita em coelhinho da Páscoa.

O artigo publicado em O Globo, com aquele carimbo que já virou piada — “exclusivo para assinantes” — é a receita pronta do jornalismo militante disfarçado de análise política. Ali, o enredo é simples: o ministro Flávio Dino, convertido de militante comunista a iluminado guardião da lei, resolveu que a soberania brasileira não é mais definida pelo Congresso, nem pelo Executivo, mas sim pelo STF. Afinal, quem precisa de separação de poderes quando se tem um punhado de togados dispostos a reescrever a Constituição ao sabor das conveniências?

Segundo Bela Megale, os ministros acreditam que os bancos precisam “se mobilizar” diante das sanções dos Estados Unidos, especialmente aquelas aplicadas com base na Lei Magnitsky. Aparentemente, até as instituições financeiras, que deveriam se preocupar com estabilidade e previsibilidade jurídica, agora são convocadas a se ajoelhar diante da corte suprema. Em outras palavras, o STF não apenas legisla, investiga, julga e executa: também pretende coordenar o sistema bancário. Só falta decidir a taxa de juros.

A narrativa é construída de forma quase poética: Dino não estaria defendendo apenas Moraes, o justiceiro iluminado que desafia os EUA, mas sim o “Brasil”. Que lindo. Quando é para salvar a própria pele, a retórica vira patriotismo instantâneo. Mas o que está em jogo não é defesa nacional — é blindagem de um sistema que não aceita ser questionado, nem pelo povo, nem por instituições estrangeiras, muito menos por lideranças políticas conservadoras como Donald Trump ou seus aliados no Brasil.

Mas o sarcasmo maior é o seguinte: enquanto os ministros falam em soberania, a corte decide que todas as transações, cancelamentos de contratos e transferências de ativos para o exterior “dependem de autorização expressa” do STF. Imagine só, um brasileiro que trabalhou a vida inteira, acumulou patrimônio e agora precisa pedir bênção a Flávio Dino para enviar recursos para fora. Isso não é soberania, é feudalismo jurídico. O STF se transformou em um senhorio medieval, onde os súditos devem pagar pedágio para realizar suas próprias transações financeiras.

Bela Megale, como sempre, não questiona nada. Para ela, é perfeitamente normal que ministros de Estado atuem como assessores econômicos de bancos, como se o Judiciário tivesse virado conselho administrativo das instituições financeiras. É a naturalização da anormalidade. É como assistir um incêndio e escrever que “as chamas trazem aconchego ao ambiente”. O papel da imprensa, ao menos no que sobrou de sua essência, deveria ser confrontar abusos de poder. Mas quando se trata do STF, há apenas aplauso.

E não se enganem: essa postura não tem nada de ingênua. A esquerda encontrou no Supremo o seu bunker definitivo. Enquanto Lula tenta manter as aparências no Executivo e o Congresso ainda finge que tem alguma relevância, é no STF que o projeto autoritário floresce com força total. A jornalista cumpre apenas a função de ecoar essa estratégia, transformando decisões inconstitucionais em peças de propaganda.

O mais curioso é ver a tentativa de inverter a lógica. A Lei Magnitsky é aplicada justamente contra autoridades acusadas de violar direitos fundamentais. Mas quando ela atinge Moraes, a narrativa muda: não se trata de responsabilização, mas de um “ataque ao Brasil”. Ou seja, quando os EUA sancionam qualquer ditador de esquerda ao redor do mundo, a esquerda brasileira aplaude. Mas se a sanção respinga em seus aliados, aí a lei vira “ingerência estrangeira” e “ataque à soberania”. Conveniência é pouco.

Essa seletividade só escancara a hipocrisia de quem ocupa hoje o trono moral da República. O STF pode intervir em partidos, censurar jornalistas, mandar prender opositores sem trânsito em julgado e até determinar como e onde o povo deve se manifestar. Nada disso é visto como autoritarismo pela imprensa amiga. Mas quando um país estrangeiro aplica sanções contra ministros que ultrapassam todos os limites constitucionais, aí sim a democracia estaria em risco. É a inversão completa da realidade.

No fim, o artigo de Bela Megale não informa nada de novo. Apenas reforça o óbvio: a extrema-esquerda brasileira e seus aliados no Supremo continuam jogando juntos, reescrevendo a lei e vendendo essa farsa como se fosse um ato de bravura patriótica. A plateia, claro, é o cidadão comum, que assiste a tudo sem entender como o país chegou ao ponto em que ministros se acham acima da própria Constituição.

O problema é que essa peça já começa a cansar. O povo não é tão ingênuo quanto supõe a bolha progressista. O brasileiro percebe que soberania não é se curvar a um punhado de togados, mas respeitar a lei e a liberdade de cada cidadão. Enquanto a imprensa continuar pintando de verde e amarelo as arbitrariedades do Supremo, restará à sociedade o papel de lembrar que o Brasil não pertence a Moraes, nem a Dino, nem muito menos a jornalistas militantes.

Com informações O Globo

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