Moraes ataca famílias de opositores, expõe Glenn Greenwald em denúncia firme no X

Você está vivendo em um país onde a verdade foi sequestrada, onde o Estado de Direito se tornou apenas uma ilusão

Por Notas & Informações

Você está vivendo em um país onde a verdade foi sequestrada, onde o Estado de Direito se tornou apenas uma ilusão confortável para aqueles que se ajoelham diante de um sistema autoritário. Enquanto isso, você, cidadão comum, que ousa pensar diferente, ousa questionar e se posicionar, é visto como um inimigo a ser neutralizado. O jornalista Glenn Greenwald, um dos três fundadores do The Intercept, expôs em seu artigo postado na plataforma X uma verdade que muitos tentam esconder: tudo aquilo que Alexandre de Moraes acusa seus opositores políticos de fazer, ele próprio fez – e faz.

Você não precisa ser jurista para entender a gravidade do que está acontecendo. Basta olhar com honestidade. Greenwald, que sempre teve uma postura crítica, não está defendendo político A ou B, mas denunciando o uso do poder de forma escancaradamente seletiva, abusiva e covarde. O mesmo ministro que hoje se diz escandalizado com possíveis sanções que poderiam atingir sua esposa ou familiares é aquele que já aplicou punições diretas a mulheres e filhos de adversários políticos – sem condenações, sem provas, sem o devido processo legal.

Na sua frente, sem disfarce algum, Alexandre de Moraes proibiu adolescentes de usarem a internet porque seus pais foram acusados de supostos atos políticos. Ele proibiu esposas de acessarem redes sociais porque seus maridos participaram de manifestações. Você consegue imaginar o tamanho do autoritarismo por trás disso? Isso é justiça ou perseguição?

Na semana passada, você viu mais um exemplo grotesco: Moraes bloqueou os bens de Heloísa Wolf, esposa de Eduardo Bolsonaro, com o objetivo claro de punir o marido dela, mesmo que nenhum dos dois tenha sido condenado por qualquer crime. E mais: ela sequer é formalmente acusada de algo. Isso é o Brasil que você quer para os seus filhos? Um país onde a culpa é herdada, onde a justiça se tornou um instrumento de vingança ideológica?

Você deve se lembrar que em 2018, toda a esquerda brasileira gritava aos quatro ventos que o Brasil vivia uma “ditadura judicial”. Por quê? Porque o STF – sim, incluindo Alexandre de Moraes – havia ratificado a condenação de Lula, que teve direito a julgamento, ampla defesa, recursos e todo o aparato legal. Naquele momento, os mesmos que hoje reverenciam Moraes o chamavam de fascista, supremacista branco e golpista corrupto. Mas bastou o vento ideológico mudar de direção para que esse mesmo ministro virasse, de repente, o “salvador da democracia”.

Você vê a incoerência? Você percebe o absurdo? Um juiz que ontem era símbolo de autoritarismo, hoje é entronizado como guardião da liberdade – mas apenas porque passou a perseguir os “inimigos certos”. Essa é a democracia que te vendem: aquela em que você só pode discordar se for do lado “certo” da história. Caso contrário, seus bens serão bloqueados, suas redes sociais censuradas e seus familiares humilhados publicamente.

Você não precisa ser bolsonarista, lulista ou isentão. Precisa ser honesto. Porque quando o arbítrio bate na porta dos outros, mas você aplaude, está apenas adiando o momento em que ele baterá na sua. Hoje é Eduardo Bolsonaro e sua esposa, amanhã pode ser você. A democracia exige regras claras, respeito ao devido processo legal e limites ao poder de qualquer autoridade – inclusive de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

O alerta feito por Greenwald deveria provocar indignação em você, e não apenas um encolher de ombros. Pois quando o poder começa a ser exercido com base em vinganças pessoais e cálculos políticos, a justiça deixa de existir. Você pode fingir que não é com você. Pode dizer que está tudo certo, desde que atinja seus adversários. Mas isso não é justiça. Isso é revanchismo travestido de legalidade.

E o mais chocante é que muitos, inclusive na imprensa e nas universidades, que outrora diziam lutar pela liberdade, hoje aplaudem a censura, o cerceamento, o bloqueio de contas, a perseguição a jornalistas e políticos. Onde está a coerência? Onde está a ética? Onde está o compromisso com a Constituição?

Você precisa enxergar o que está acontecendo: o Supremo se tornou o verdadeiro poder absoluto da República. Um tribunal que legisla, julga, acusa e pune conforme a conveniência ideológica. Onde está o Congresso para barrar esses excessos? Onde estão os juristas, os defensores públicos, os intelectuais? Todos em silêncio, porque o medo tomou conta – e o silêncio virou sobrevivência.

Mas você, cidadão comum, pai de família, trabalhador, contribuinte, ainda tem o poder da sua voz. Você ainda pode levantar os olhos e dizer: basta. O Brasil não pode continuar refém de um sistema onde o juiz se torna inimigo político de uma parte da população. Onde o STF, ao invés de proteger a Constituição, a rasga para satisfazer o clamor de uma bolha progressista.

Não aceite que a justiça seja usada como arma. Não aceite que o medo controle o país. Lembre-se do que Glenn Greenwald escreveu: as práticas que hoje escandalizam Moraes são exatamente aquelas que ele mesmo aplica com brutalidade. Isso não é justiça. Isso é tirania.

Você precisa escolher de que lado está: do lado da Constituição ou do lado do autoritarismo travestido de moralidade. Do lado da verdade ou do lado do silêncio cúmplice. Do lado da liberdade ou da submissão.

A história está sendo escrita diante dos seus olhos. E você não pode se calar.

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