Moraes proíbe mais uma vez Filipe Martins de dar entrevista, expondo o medo da verdade

Ah, a democracia brasileira… essa joia rara, guardada a sete chaves por homens iluminados que, munidos de togas e vaidades monumentais,

Por Notas & Informações

Ah, a democracia brasileira… essa joia rara, guardada a sete chaves por homens iluminados que, munidos de togas e vaidades monumentais, decidiram que a liberdade de expressão é boa… desde que não desagrade ao Supremo Tribunal Federal. Em especial, claro, ao excelentíssimo senhor ministro Alexandre de Moraes, que recentemente presenteou o Brasil com mais um de seus momentos brilhantes — ou patéticos, dependendo do grau de ironia que você consegue tolerar antes de vomitar.

Pois bem, o episódio da vez envolve Filipe Martins, ex-assessor do então presidente Jair Bolsonaro — aquele mesmo que a esquerda ama odiar com fervor quase religioso. O jornalista Guilherme Grandi, da Gazeta do Povo, relatou o que parece mais uma daquelas peças mal encenadas por Moraes, que há tempos vem atuando como o verdadeiro chefe do Executivo, do Legislativo e, se bobear, do Conselho Tutelar também.

O que está em jogo? Um pedido para que Filipe Martins desse uma entrevista ao site Poder360. Só isso. Uma entrevista. Um jornalista querendo ouvir um acusado. Algo comum em qualquer democracia minimamente funcional. Mas não na “República do Moraes”, onde a simples ideia de um conservador abrir a boca causa “risco de tumulto processual”. A resposta do ministro foi um sonoro “não”, como sempre, sem precisar explicar muito. Afinal, quando se é o Moraes, explicar é para os fracos. Ou para os cidadãos comuns, esses reles mortais que ainda acreditam que a Constituição tem algum valor prático.

Aliás, parabéns ao ministro pela criatividade. “Risco de tumulto” é uma expressão tão vaga quanto conveniente. Serve para tudo: censurar rede social, impedir entrevistas, manter presos políticos em silêncio. É praticamente o novo AI-5 da toga. E se você ousar questionar, cuidado: o algoritmo da democracia moreniana pode bater à sua porta em forma de PF.

Agora, veja a ironia: enquanto Alexandre de Moraes interpreta Shakespeare com ares de ditador togado, o próprio STF já se posicionou inúmeras vezes contra a censura prévia. Mas, como tudo no Brasil, esse princípio também virou seletivo: serve apenas para proteger humoristas de esquerda, militantes travestidos de jornalistas ou influenciadores que lambem o chão por onde passa o establishment progressista. Quando se trata de um conservador, principalmente alguém que respirou o mesmo ar que Bolsonaro, o direito à fala vira ameaça à ordem pública. Que coincidência, não?

O mais hilário (ou trágico) é que o tal “tumulto” que o ministro tanto teme pode estar justamente no fato de Filipe Martins não repetir a narrativa oficial da esquerda. Vai que ele resolve contar o que realmente viu? Vai que ele revela as tramas de bastidores que comprometem a tal “operação Tempus Veritatis”, mais parecida com uma peça de ficção científica escrita pelo MST do que com uma investigação séria? Vai que o povo começa a pensar?

Ah, não, pensar não pode. Pensar é perigoso. Pensar dá CPI. Pensar dá quebra de sigilo. Pensar leva a bloqueio de conta bancária, a prisão preventiva infinita, ao exílio forçado em Portugal — ou a um processo por “atentado ao Estado Democrático de Direito”, essa entidade mística que só existe na cabeça dos ministros e nos PowerPoints mal feitos da PGR.

O Poder360, com coragem rara nesses tempos de joelhos dobrados à toga, ousou lembrar que cercear entrevistas com réus — repito, réus, não condenados — pode configurar censura. E usou um argumento inaceitável na Nova República da Esquerda Unida: o interesse público. Imagina, querer informar a população sobre os desdobramentos do processo mais midiático da história recente? Isso é coisa de golpista, claro.

Aliás, falando em golpe, é curioso como o tal “plano de golpe” nunca se materializou em ação concreta. O núcleo 2, do qual Filipe faria parte, seria, segundo a PGR, o braço operacional do não-golpe. Só que até agora ninguém apresentou um plano claro, uma ata, uma minuta assinada, uma gravação, um mísero furo de reportagem que provasse que havia realmente algo além de especulações políticas e pavor do retorno de Bolsonaro ao Planalto. O golpe da esquerda é acreditar no golpe que nunca existiu.

Enquanto isso, o próprio Moraes, aquele que alegou que Filipe tentava fugir para os EUA — narrativa convenientemente desmentida por documentos da Latam, bilhetes, registros e até vídeo — continua livre, leve e solto para criar as suas próprias ficções jurídicas, todas com final feliz para a militância que o reverencia como uma espécie de Deus ex STF.

Já imaginou se um juiz de primeira instância tivesse negado a entrevista de um petista preso durante a Lava Jato com a desculpa de “tumulto processual”? Estaríamos ouvindo gritos de “estado de exceção” ecoando pelas redações da Folha, da GloboNews e da Carta Capital, com editoriais inflamados sobre a liberdade de imprensa, a função social do jornalismo e o perigo da toga autoritária. Mas agora… silêncio ensurdecedor. Porque no Brasil de hoje, censura é aceitável — desde que seja seletiva.

No fim, Alexandre de Moraes não quer só calar Filipe Martins. Ele quer impedir que a opinião pública veja as rachaduras do castelo de areia jurídico que construiu com ajuda de uma imprensa amestrada e de uma elite política que prefere ver o Brasil ajoelhado do que conservador.

Mas há um problema: quanto mais tentam calar, mais as perguntas crescem. E quando Filipe Martins finalmente falar — porque ele vai falar — não haverá “tumulto processual” capaz de conter a avalanche de contradições que virão à tona. A verdade tem um defeito terrível: ela escapa.

E quando escapa… até toga treme.

Com informações Gazeta do Povo

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