‘Não é o assunto dos brasileiros’, diz Alcolumbre ao site Terra, sobre projeto de anistia

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Ah, que situação deliciosa, não é mesmo? O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aquele político tão acostumado a navegar pelas águas turvas da política brasileira, finalmente se pronunciou sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas. Em um gesto de grande sofisticação e postura, Alcolumbre preferiu dar uma de estadista, evitando o que ele chamou de “politização” do tema. Uma escolha, sem dúvida, nobre. Afinal, qual seria o papel de um político em meio a um cenário em que figuras públicas estão sendo acusadas de tentar dar um golpe de Estado? Obviamente, manter a distância e focar no que realmente importa, certo?

Alcolumbre foi ainda mais eloquente ao dizer que é “fundamental” separar as questões políticas das jurídicas. Ah, claro! Porque quando estamos lidando com uma acusação de golpe, é essencial manter a distinção entre o que é uma questão política e o que é apenas a questão de tentar derrubar um governo legitimamente eleito. Para ele, a politização seria um grande erro, já que, como todos sabemos, em um país como o Brasil, onde a política não tem absolutamente nada a ver com as ações judiciais, essas coisas podem ser deixadas de lado. “Nada de confundir alhos com bugalhos”, ele deve ter pensado.

Não podemos esquecer o momento em que Alcolumbre também comentou sobre as propostas que estão sendo discutidas, ou melhor, que não estão sendo discutidas, a respeito de uma possível anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Ah, a famosa “anistia”. Sempre tão conveniente, sempre tão prática, especialmente quando o assunto envolve figuras políticas ou movimentos que podem gerar um certo “desconforto” nas elites governamentais. Alcolumbre, claro, fez questão de afirmar que essas propostas “não estão discutidas”, como se isso fosse uma grande surpresa para quem acompanha o cenário político de perto. Afinal, quem duvidaria de que questões tão simples e diretas, como essa, ficariam fora do radar de discussão em tempos de grande polarização política?

Mas a cereja no topo do bolo foi sua declaração dizendo que este não é um “assunto dos brasileiros”. Percebe o tom? O exato momento em que um político tenta se afastar de um tema tão delicado, pois não quer, de forma alguma, ser envolvido em algo que claramente diz respeito a interesses mais… digamos, pessoais e estratégicos. Alcolumbre sabe exatamente o que está fazendo. Ele sabe que, no Brasil, a política muitas vezes se transforma em um jogo de xadrez onde qualquer movimento errático pode resultar em um xeque-mate. E, claro, ele não está disposto a cometer esse erro.

Agora, pensando de forma mais racional e pragmática, será que ele realmente acredita que o público brasileiro – tão carente de justiça e clareza – vai engolir essa história toda de despolitizar uma situação como essa? Uma situação em que a democracia está em jogo, onde um ex-presidente está sendo acusado de tentar subverter a ordem constitucional e onde tantos outros se vêem envolvidos? De fato, Alcolumbre tenta se colocar como um grande moderador, como aquele que tem a resposta para todas as questões, mas sua posição soa mais como uma tentativa de desviar a atenção de uma questão que, no fundo, incomoda muito mais do que ele admite.

Não se engane, caro leitor, o que está acontecendo aqui é uma tentativa de suavizar uma situação extremamente grave. Não é difícil perceber que a declaração de Alcolumbre visa não apenas minimizar a seriedade da acusação de golpe, mas também criar uma cortina de fumaça para que ninguém perceba os jogos de poder por trás das cenas. Porque, convenhamos, quando políticos se envolvem em temas como anistia ou “separação das questões políticas e jurídicas”, é sempre bom questionar quais são suas reais intenções.

Claro, o ex-presidente Bolsonaro e seus aliados têm sua versão dos fatos, uma versão que, curiosamente, sempre se esquiva das responsabilidades, enquanto aponta para uma suposta trama contra ele. Mas será que isso é realmente o que está em jogo aqui? Ou estamos falando de um jogo de poder entre diferentes facções políticas, onde as acusações, de parte a parte, são apenas peças em um grande tabuleiro? Afinal, quem se importa com a verdade quando se tem a oportunidade de moldá-la a seu favor?

Enquanto isso, o povo brasileiro, que se encontra no epicentro dessa disputa, parece cada vez mais afastado de qualquer decisão concreta que realmente possa mudar a sua realidade. E Alcolumbre, como bom político, entende isso perfeitamente. Em um país onde a política se desenrola como um grande espetáculo de fachada, não seria ele o primeiro a usar as palavras certas para desviar o foco e preservar sua posição privilegiada. No final, o que importa não é o que está sendo discutido, mas o que não está sendo discutido. E isso é exatamente o que Alcolumbre conseguiu fazer – tirar os holofotes de uma crise política e transformar uma acusação grave em mais uma dança de palavras e intenções vagas.

Se você está esperando que algo real e substancial aconteça a partir desse tipo de discurso, é melhor ajustar suas expectativas. Porque, no Brasil, os verdadeiros debates e soluções raramente surgem do topo. Eles são frequentemente diluídos em promessas vazias e manobras políticas. E, ao que parece, estamos apenas assistindo ao último ato de uma peça que já foi encenada inúmeras vezes. Como sempre, a política se ocupa com tudo, menos com o que realmente importa para o cidadão comum. Então, ao final das contas, Davi Alcolumbre só fez o que qualquer político faria: evitou se comprometer, desviou a atenção e, no fim, deu o seu toque de mestre à arte de fazer política de forma… bem, como diria a sabedoria popular, “debaixo dos panos”.

Com informações Portal Terra

Leandro Veras

Fundador e Editor do Conservadores Online

Cidadão comum, que defende valores conservadores, a liberdade de expressão e a verdade, combatendo narrativas da extrema-esquerda com análise crítica.

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