Nikolas Ferreira afirma que reforçou sua segurança após ameaça de morte

Desde o dia 10, a vida do deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira, mudou de paisagem. O atentado que vitimou

Por Notas & Informações

Desde o dia 10, a vida do deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira, mudou de paisagem. O atentado que vitimou Charlie Kirk nos Estados Unidos não é apenas uma tragédia isolada; é o sinal de alerta de que a convivência civilizada que imaginávamos garantida entrou em colapso quando grupos e indivíduos passam a naturalizar a violência política. Se alguém ainda tinha dúvida de que estamos diante de uma escalada, os vídeos que vazaram e a comoção internacional deixaram claro: o debate virou campo minado e a neutralidade virou conivência. Pois não se trata de retórica, trata-se de vidas ceifadas e de um ambiente público que, se permanecer permissivo com a desumanização, só tenderá a piorar.

Não se engane: há quem cultive a desumanização do adversário. Quem transforma o oponente em “mero objeto” abre espaço para a barbárie. A morte de uma jovem ucraniana em Charlotte e o assassinato de Kirk — fatos que chocaram o mundo — mostram que a retórica de ódio produz consequências reais. Mas não basta clamar por indignação seletiva; é preciso coerência: se queremos segurança, devemos fortalecer instituições, punir autores de crime e impedir que a narrativa da impunidade prospere. Isso implica medidas concretas, não apenas posts de ocasião nas redes sociais.

O que proponho, com franqueza e sem hipérboles, é uma retomada das ferramentas do Estado de Direito. Legislar para qualificar organizações criminosas como grupos terroristas, de modo que possamos acionar mecanismos internacionais de extradição e cooperação, não é xenofobia nem caça às bruxas: é estratégia pragmática para proteger populações que hoje vivem sob o julgo do crime organizado. No Brasil, regiões inteiras vivem sob regras paralelas impostas por facções: toque de recolher extorsivo, cobranças, violência cotidiana. Isso não se resolve com discursos; resolve-se com leis claras, aplicação rigorosa e cooperação internacional robusta.

Há também um chamado urgente às lideranças religiosas e às instituições formadoras: omissão diante das injustiças é comodismo moral. A fé exige coragem para denunciar o mal e compaixão real pelas vítimas — não relativismo que iguale vítima e agressor. A nossa comunidade deve ser farol que não apenas acolhe, mas que instrui, forma e não se curva à cultura da relativização moral. Não se trata de promover confronto; trata-se de recuperar princípios que permitem que uma sociedade funcione em paz.

Os jovens, particularmente os que militam nas universidades, merecem proteção e estímulo. Debater ideias é a alma da academia; mas quando o debate se torna armadilha e jovens conservadores são intimidados, a universidade trai sua missão. Defender o espaço público para a circulação de ideias implica garantir segurança para quem pensa diferente — e para tanto é preciso políticas claras de proteção a palestrantes, cooperação entre instituições e uma cultura que readube a formação intelectual com base na civilidade e no rigor argumentativo.

No campo institucional, não se pode mais tolerar que o aparato do Estado seja partidarizado a ponto de favorecer perseguições seletivas. É preciso um Judiciário e uma polícia independentes, que atuem com rigor contra todos os criminosos, sejam eles milicianos, traficantes ou agentes públicos que praticam desvios. Acionar a lei com isenção é a melhor resposta contra a tentação autoritária: prender corrupto, julgar com base em provas e restaurar a confiança popular no sistema. A imparcialidade das instituições não é neutra; é condição básica para que a liberdade exista.

É legítimo também demandar que empresas e universidades respondam quando seus quadros incitam violência ou celebram crimes. A responsabilização civil e administrativa pode ser instrumento pedagógico: liberdade de expressão vem com consequências. Se um empregado exulta diante da morte de um pai de família, a firma tem direito e dever de demiti-lo; se uma entidade acadêmica se torna terreno fértil para a desumanização, deve ser cobrada. Responsabilidade gera ordem; impunidade gera caos.

A política conservadora que proponho visa recompor os pilares da convivência: autoridade legítima, responsabilidade individual, solidariedade familiar e respeito à lei. Não proponho revanche; proponho restaurar os mecanismos que impedem que a barbárie cresça. A nossa reação deve ser determinada, institucional e civilizada. A coragem que aplaudimos não é a do punho cerrado ou da agressão, mas a da palavra firme, da lei aplicada com critério, do projeto de lei bem formulado, da investigação bem conduzida e da comunidade que protege seus cidadãos.

Se formos pragmáticos e unidos, recuperaremos as instituições, defenderemos as famílias e garantiremos que o espaço público volte a ser um lugar de debate sério — não de linchamento moral ou físico. Precisamos agir agora, com coragem e inteligência. Sem medo.

Com informações Time Line

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