
É com grande satisfação que trago aos leitores de Conservadores Online a reflexão sobre o artigo de Luís Ernesto Lacombe, publicado neste domingo, 30, na Gazeta do Povo, intitulado “O apoio criminoso da imprensa”. Certamente o artigo de Lacombe é um tapa na cara daqueles que, hoje, assumem a postura de marionetes de um sistema falido, onde a verdade é distorcida em nome da política, e a imprensa, outrora guardiã dos valores democráticos, se rende a uma agenda que desafia a própria Constituição. Ele não tem medo de dizer o que muitos preferem ignorar: a imprensa brasileira, em sua maioria, está comprometida. E não é de hoje.
Se olharmos para o momento histórico em que nos encontramos, podemos perceber uma série de atitudes que, se não fossem trágicas, seriam quase cômicas. A mídia, em vez de ser o “quarto poder” — que já foi o pilar que sustentava o regime democrático —, está se tornando o principal aliado de um sistema que, em nome da democracia, destrói os fundamentos dessa mesma democracia. Lacombe é preciso ao afirmar que “nenhum ministro do STF teria se entregado com tanta desfaçatez a arbítrios, abusos e ilegalidades” se a imprensa tivesse cumprido seu papel de fiscalizar e denunciar os desmandos.
É um alerta importante. Se, em algum momento, o Brasil se transformou em uma verdadeira tirania, foi por culpa da imprensa, que não apenas se omitiu, mas se fez cúmplice do processo. Em vez de buscar a verdade, a maioria dos jornalistas brasileiros preferiu alimentar narrativas que atendem aos interesses de uma elite política. Não é surpresa, portanto, que figuras como Merval Pereira e Miriam Leitão continuem a endeusar o STF, ignorando a realidade de que muitos desses ministros têm agido mais como atores políticos do que como juízes imparciais.
O artigo de Lacombe expõe, de maneira clara, o absurdo da narrativa de que houve uma tentativa de golpe no Brasil. Ele questiona, de forma incisiva, os jornalistas que insistem nessa falácia, como se o 8 de janeiro fosse uma repetição do golpe de 1964. Como Lacombe bem aponta, essa comparação é não apenas errada, mas desonesta. Em 1964, havia um contexto de uma crise política real, com o país à beira de uma guerra civil. Já o 8 de janeiro foi um episódio isolado, onde vândalos, armados com nada mais do que pedras e ferros, tentaram, sem sucesso, invadir sedes dos três poderes. Não há qualquer comparação lógica entre os dois eventos, a não ser na cabeça de jornalistas que tentam manipular a opinião pública para justificar o que não tem justificativa.
E o que dizer dos editoriais de jornais como O Globo, Folha de S. Paulo e Estadão, que não apenas ignoram os fatos, mas criam uma realidade paralela para servir aos seus próprios interesses? O editorial do Estadão é um exemplo clássico de como a imprensa pode ser usada como um instrumento de propaganda, em vez de um veículo de informação. Afirma, sem qualquer prova, que o governo de Jair Bolsonaro foi “inspirado por um espírito golpista”. Faltou, claro, qualquer evidência concreta para sustentar essa acusação. Lacombe não poderia estar mais correto ao destacar a falta de provas e o comportamento cada vez mais autoritário de um STF que, ao invés de cumprir sua função, tem atuado como um partido político disfarçado de tribunal.
A questão do STF e sua atuação política, algo que Lacombe aborda com maestria, é central para entender o cenário atual. O Supremo tem se comportado como um poder que se sobrepõe ao Legislativo e ao Executivo, agindo muitas vezes como se fosse uma autoridade absoluta. Mas o que realmente chama a atenção é a forma como a imprensa, em vez de denunciar essas ilegalidades, tem colaborado com essa situação. Em vez de investigar o que realmente está acontecendo, prefere se calar ou até mesmo apoiar esses abusos. Lacombe faz uma crítica feroz a essa postura, apontando que os jornalistas estão, de certa forma, “se matando” ao se renderem a esse sistema de mentiras.
A análise de Lacombe é direta e incisiva: a mídia, ao invés de defender os interesses do povo, se colocou ao lado de uma elite que manipula as leis, a justiça e até mesmo a opinião pública. Ele questiona o papel de jornalistas como Merval Pereira e Miriam Leitão, que, em sua visão, não apenas falham em cumprir sua função, mas colaboram ativamente com um regime que distorce a verdade para fortalecer sua própria agenda política. Esses jornalistas, que antes eram respeitados, hoje se tornaram meros peões no jogo de poder que estamos testemunhando.
E, por mais que muitos tentem pintar essa situação de uma forma mais “suave”, a realidade é que o que estamos vendo é um ataque constante às instituições que sustentam a democracia no Brasil. Lacombe destaca, com precisão, a utilização do Judiciário como uma ferramenta de chantagem política. A decisão de Alexandre de Moraes, ao reverter a investigação contra Gilberto Kassab para o STF, é um exemplo claro dessa manobra, que busca controlar o poder legislativo e impor sua vontade sobre o processo democrático. Isso, é claro, não é algo que a imprensa devesse apoiar. Mas, infelizmente, muitos jornalistas estão fazendo exatamente isso.
O caso de Kassab, e a forma como ele foi pressionado, é um exemplo claro de como a democracia no Brasil está sendo corroída. O uso do Judiciário como um instrumento de intimidar e manipular partidos políticos é um sinal de alerta para todos aqueles que ainda acreditam na integridade do sistema. E é aqui que entra a responsabilidade da imprensa: não podemos permitir que a verdade seja obscurecida por interesses políticos. A mídia deve ser a guardiã da verdade, não o megafone de um sistema corrupto.
Como Lacombe corretamente aponta, a grande questão é que a imprensa tem aceitado passivamente essa situação. E é aí que ele faz um apelo, que, para nós, é mais do que válido: ainda há jornalistas de verdade, que não se curvaram a essa corrupção sistêmica. Eles continuam a lutar, a resistir, a denunciar as ilegalidades. O problema é que, se a maioria dos jornalistas não acordar para essa realidade, estaremos caminhando para um futuro onde a verdade será apenas uma ficção criada pelos poderosos.
Portanto, ao parabenizarmos Luís Ernesto Lacombe, devemos lembrar que sua coragem em enfrentar a manipulação da imprensa e sua luta pela verdade são exemplos a serem seguidos. O Brasil precisa de mais jornalistas como ele, que, longe de se submeter ao jogo político, defendem a liberdade e a verdade. Lacombe não tem medo de expor a realidade, mesmo que ela seja desconfortável para alguns. E é isso que precisamos: uma imprensa que, ao invés de se vender, seja um verdadeiro farol de liberdade e justiça. Que os outros jornalistas se inspirem nesse exemplo e se juntem à luta pela preservação da democracia e da verdade em nosso país.
Com informações Gazeta do Povo