
Você já percebeu como a palavra “”estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie… conforme disse o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite”, vem sendo usada cada vez mais para mascarar o que, no fundo, é pura manipulação? Pois é exatamente isso que se desenrola agora diante dos seus olhos, e você, se não estiver atento, corre o risco de ser mais uma peça nessa engrenagem cuidadosamente planejada. O Supremo Tribunal Federal, a instituição que deveria ser a guardiã imparcial da Constituição, resolveu trocar a toga pela linguagem dos likes, apelando para influenciadores digitais a fim de tentar limpar a própria barra diante da opinião pública. Chamaram o evento de “Leis e Likes”, quase como se fosse uma piada de mau gosto, mas não é. É real, é sério e é um alerta para você, que acompanha o desenrolar dessa história com a esperança de que ainda haja sobriedade em meio a tanto marketing político disfarçado de institucionalidade.
Você pode até achar que essa aproximação com influenciadores não tem nada demais, afinal, vivemos numa era em que tudo passa pelas redes sociais. Mas não se engane. Esse movimento não nasceu por acaso. Ele vem de uma necessidade urgente de reverter a imagem desgastada do STF, que nos últimos anos se enredou em polêmicas, decisões questionáveis e um ativismo judicial que vai muito além das quatro linhas da Constituição. E, diante disso, em vez de resgatar a confiança com base na coerência e no cumprimento da lei, preferem recorrer a celebridades digitais alinhadas ideologicamente à esquerda, como se aplauso comprado — ainda que sem dinheiro direto — fosse sinônimo de legitimidade.
A Gazeta do Povo, em sua reportagem, expõe quem são esses influenciadores convidados a Brasília para participar do espetáculo. Não houve pagamentos, é verdade, mas o simples fato de abrir as portas do Supremo a perfis que em grande parte já defendem pautas simpáticas ao progressismo mostra que a neutralidade nunca foi a prioridade. A Corte, que deveria pairar acima das paixões políticas, mergulha agora em um campo de batalha onde curtidas valem mais do que princípios. E você, que acredita na seriedade das instituições, deve se perguntar: desde quando a credibilidade de um tribunal depende do carisma de youtubers e tiktokers?
Você pode estar se lembrando de como os ministros, tantas vezes, se colocaram como os últimos guardiões da democracia. O discurso é bonito, mas se contradiz quando se utiliza de ferramentas típicas da propaganda política. Quando Alexandre de Moraes convoca a Polícia Federal contra adversários políticos e, ao mesmo tempo, a instituição que preside abre os braços a influenciadores seletos, não é difícil enxergar que o jogo já não é apenas jurídico. É de poder, é de narrativa, é de imagem. E você, que já cansou de assistir à perseguição seletiva de uns enquanto outros são blindados, sabe exatamente onde isso pode dar.
A cena, por si só, seria tragicômica: ministros de toga sentados lado a lado com digital influencers em Brasília, numa espécie de “parceria institucional”. E tudo isso vendido como um gesto de modernização, de aproximação com a sociedade. Mas, no fundo, trata-se apenas de mais uma forma de controlar a opinião pública, de moldar a percepção popular e sufocar a crítica legítima. A estratégia é clara: se não conseguem convencer pelo mérito de suas ações, tentarão convencer pelo afeto, pelo discurso pronto que ecoa na timeline daqueles que já vivem conectados a essa bolha ideológica.
Você deve se questionar: até onde isso vai? Hoje são influenciadores, amanhã podem ser séries, filmes, campanhas milionárias — tudo para sustentar a imagem de uma Corte que não aceita ser criticada. Não se trata mais de defender a Constituição, mas de defender o próprio prestígio. E aqui está o perigo: quando instituições deixam de agir em nome da lei e passam a agir em nome de si mesmas, você perde, o país perde, e a democracia, tão usada como escudo retórico, vira apenas uma palavra vazia, manipulada de acordo com a conveniência de quem manda.
A imprensa, ao mostrar esse movimento, cumpre um papel que deveria ser permanente: o de expor a verdade, por mais desconfortável que seja. Mas cabe a você, leitor, não apenas ler, mas refletir. Você realmente acredita que influenciadores com milhões de seguidores vão, de forma espontânea, abraçar a causa do STF? Ou percebe que há uma engrenagem muito bem montada, onde o objetivo é sufocar críticas, neutralizar vozes divergentes e apresentar ao público uma versão fabricada da realidade?
Enquanto você lê esta análise, percebe que o campo de batalha político deixou de ser apenas o Congresso ou as urnas. Agora, o território em disputa é a sua mente, a sua opinião, o seu julgamento. E você precisa escolher: vai aceitar passivamente que ministros se transformem em produtores de conteúdo, que instituições se rendam ao jogo da popularidade virtual, ou vai manter acesa a chama da crítica responsável, aquela que não se deixa seduzir por narrativas bem embaladas?
No fim, a pergunta que fica é simples: quem está realmente sendo influenciado? Você ou aqueles que, com a toga nos ombros, decidiram que a justiça agora também precisa de curtidas para existir? A resposta, como sempre, está diante de você, esperando ser encarada sem medo e sem ilusões.
Com informações Gazeta do Povo
















