“O futuro de Bolsonaro nas mãos de Gonet”, diz Carolina Brígido, Estadão

Certamente à Carolina Brígido, Estadão tentou. Tentou muito. Colocou as palavras com um zelo quase litúrgico, como se estivesse revelando a

Por Notas & Informações

Certamente à Carolina Brígido, Estadão tentou. Tentou muito. Colocou as palavras com um zelo quase litúrgico, como se estivesse revelando a décima-primeira praga do Egito: “O futuro de Bolsonaro está nas mãos de Gonet”. Um título digno de roteiro de novela da Globo com consultoria jurídica do Jean Wyllys. Mas, ao contrário do que seu texto insinua com toda a pompa de um espetáculo ensaiado pela trupe da Praça dos Três Poderes, a democracia real não é um teatro de marionetes para os devaneios da esquerda histriônica, muito menos uma distopia judicial em que a prisão preventiva vira souvenir para presentear a militância sedenta por vingança política.

Vamos direto ao ponto, sem floreios acadêmicos ou firulas jurídico-afetivas: o STF costuma decretar prisão após condenação com trânsito em julgado. Isso não é apenas uma “regra”, é fundamento do Estado de Direito, coisa que parece dar alergia a jornalistas do tipo Brígido e seus leitores fiéis com avatar do Che Guevara. Mas eis que surge a ideia brilhante: transformar Bolsonaro numa “exceção”. Ora, que coincidência! A Constituição só serve quando é útil ao inimigo político do PT.

O artigo 312 do Código de Processo Penal é invocado com a mesma paixão com que marxistas citam Gramsci em seminário universitário: muita emoção, pouca coerência. Carolina tenta pintar Bolsonaro como um meliante prestes a fugir com uma mala de dólares e um passaporte falso, enquanto a realidade mostra um ex-presidente com o passaporte confiscado, monitorado 24h por dia, e com histórico de internações hospitalares digno de prisão domiciliar — segundo a jurisprudência do próprio STF. Mas claro, se a Constituição é “flexível”, por que não dobrar a realidade também?

A cereja do bolo é a tentativa patética de transformar Donald Trump em cúmplice de uma conspiração internacional de extrema-direita para proteger Bolsonaro. Uma carta de Trump vira “chantagem”, segundo Brígido. Chantagem! A mesma turma que aplaudiu Maduro se reelegendo com 110% dos votos em Caracas agora se ofende com um bilhete de um ex-presidente norte-americano dizendo que o Brasil está se tornando um vexame internacional. E quer saber? Está mesmo.

“A forma como Bolsonaro tem sido tratado pelo Brasil é uma vergonha internacional”, escreveu Trump. E ele está certo. O mundo inteiro vê a pantomima jurídica e o aparelhamento institucional que se instaurou no Brasil como um circo autoritário disfarçado de justiça progressista. Enquanto isso, o atual presidente troca abraços com ditadores, discursa para líderes comunistas e reescreve a história ao melhor estilo soviético. Mas claro, a vergonha internacional é o Bolsonaro…

O nome de Eduardo Bolsonaro também aparece no enredo, claro. Porque não basta criminalizar o pai, é preciso criar um vilão hereditário, um Bolsonaro “junior” morando nos EUA, conspirando com forças sombrias para derrubar o STF e instaurar o império da cloroquina. Só faltou mencionar uma reunião secreta com Elon Musk na base da SpaceX para completar o delírio.

E agora, segundo a autora do texto, a República aguarda ansiosa por Gonet, o novo messias jurídico, aquele que tem nas mãos o “futuro de Bolsonaro” — como se estivéssemos falando de um ditador da Somália e não de um ex-presidente eleito por 58 milhões de brasileiros. É isso mesmo que você leu: o futuro político de um líder conservador está nas mãos de um burocrata não eleito, e isso é celebrado com entusiasmo pelas carpideiras da democracia seletiva.

Gonet, aliás, parece ser o personagem perfeito para essa tragicomédia. Um procurador-geral que vive o dilema shakespeariano: Prender ou não prender? Condenar ou não condenar? Fazer justiça ou alimentar as hienas que salivam por sangue conservador? Se ele não pedir a prisão preventiva, como diz Brígido, “segue o baile”. Mas, sejamos honestos, que baile é esse? Um samba do crioulo doido constitucional, regido por ministros que interpretam a lei com mais liberdade poética que Caetano Veloso?

Enquanto isso, a militância vermelha já preparou os fogos. A narrativa está pronta: se Bolsonaro for preso, é “justiça sendo feita”. Se não for, é “impunidade da elite fascista”. A única constante é a hipocrisia monumental de quem chama Bolsonaro de golpista e, ao mesmo tempo, defende censura prévia, controle da imprensa, regulamentação da internet e prisão de adversários políticos sem julgamento.

E o mais interessante é ver a “esperança jurídica” dos progressistas agora depositada em um homem só: Gonet. A mesma esquerda que berra contra o “autoritarismo” deposita todas as fichas em decisões monocráticas que atropelam o devido processo legal. Talvez seja o caso de mudar o nome da PGR para Procuradoria Geral da Revolução, ou simplesmente: “Gabinete de Vingança contra os Bolsonaristas”.

Brígido ainda menciona que o prazo de Gonet está para vencer. Sim, o Brasil inteiro parece agora viver sob o relógio do carrasco. Uma nação inteira refém da próxima canetada — com direito a aplausos das redações, dos influenciadores progressistas e dos universitários sustentados por bolsa-ditadura.

No fundo, o que se desenha é o sonho molhado da esquerda: prender Bolsonaro preventivamente para humilhá-lo publicamente, desmoralizar a oposição e abrir caminho para mais 20 anos de hegemonia lulopetista, como diria o estrategista da USP. Mas cuidado, senhores da toga e do teclado: quando o Direito vira instrumento de revanche, ele deixa de ser justiça — e se torna tirania. E, como ensina a história, toda tirania um dia cai. Às vezes, mais rápido do que imaginam.

Portanto, Brígido e companhia, mantenham suas canetas afiadas, seus textos alarmistas e suas ilusões de vingança disfarçadas de justiça. Enquanto isso, nós, os conservadores, continuamos aqui — firmes, lúcidos e sabendo exatamente o jogo sujo que vocês estão jogando.

Com informações Estadão

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