“Perfis com comportamento de ‘robôs’ turbinam reação da esquerda no X”, diz O Globo

A esquerda brasileira e seus militantes digitais parecem ter descoberto a pólvora — ou pelo menos querem que acreditemos nisso. Após

Por Notas & Informações

A esquerda brasileira e seus militantes digitais parecem ter descoberto a pólvora — ou pelo menos querem que acreditemos nisso. Após o anúncio do tarifaço por parte do presidente americano Donald Trump, que impôs taxas de 50% sobre produtos brasileiros, uma enxurrada de perfis no X (antigo Twitter) iniciou uma campanha fulminante contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Até aí, nada de novo. O curioso, ou melhor, o vergonhosamente coordenado dessa história, é a origem de boa parte dessas postagens: contas com comportamento semelhante ao de robôs, com nomes genéricos, seguidores inexistentes e uma atividade digital mais frenética que adolescente em rede social.

Segundo apuração da jornalista Rafaela Gama, do jornal O Globo, cerca de mil perfis foram responsáveis por 31% das postagens que utilizaram a tag “Bolsonaro taxou o Brasil” — um volume que, para os desavisados, sugeriria um levante popular. Mas, na prática, foi apenas uma cortina de fumaça criada por uma estrutura digital pensada milimetricamente por braços do PT, incluindo o Instituto Lula, a Fundação Perseu Abramo e sindicatos. Sim, leitor, sindicatos — aqueles mesmos que funcionam à base de dinheiro público e interesses corporativistas, hoje reaproveitados como fábricas de conteúdo militante.

É curioso notar como a tática utilizada pela militância digital petista se assemelha àquela que, por anos, foi usada como argumento para criminalizar bolsonaristas: comportamento automático, repetição de hashtags, disparos em massa, uso de robôs e manipulação da percepção pública. Ou seja, o que a esquerda acusava, agora ela incorpora com orgulho. A diferença? Agora o algoritmo é “do bem”, porque serve ao “governo popular”. Ironias que só a política nacional é capaz de produzir.

O perfil que mais se destacou no festival de automação digital foi um tal de Gilson Araújo (@GilsonAraj90635), que chegou ao ápice de publicar 20 tuítes por minuto. Sim, você leu certo: um robô disfarçado de cidadão engajado, que repetia incessantemente a narrativa de que Bolsonaro teria sido o responsável direto pelas tarifas americanas. O detalhe é que esse perfil tem apenas 169 seguidores, mas mesmo assim figurou entre os principais influenciadores da tag. Isso não levanta suspeitas? Não para quem se contenta com narrativas enlatadas.

Enquanto isso, a máquina estatal da esquerda trabalha em sincronia com seus influenciadores orgânicos e inorgânicos. O chamado “Clube de Influência”, lançado pelo PT há meras duas semanas, já se mostrou uma engrenagem afiada para manipular trending topics, pautar discussões e empurrar slogans populistas como “Brasil com S de Soberania”. Claro, tudo sob o pretexto de defender os “pobres contra os ricos” — a velha dicotomia marxista reciclada para caber nos 280 caracteres do X.

Talvez o ponto mais revelador esteja no timing da operação. A orientação para usar a tag “Bolsonaro taxou o Brasil” foi disparada em um grupo de WhatsApp às 11h09 de sexta-feira. Em menos de uma hora, a expressão já figurava como assunto mais comentado da plataforma. Isso mostra uma mobilização articulada, premeditada e longe de ser espontânea — o exato oposto do que se espera de uma sociedade civil autêntica e crítica.

Enquanto isso, figuras como Lindbergh Farias, eterno militante de grêmio estudantil, e perfis institucionais da esquerda comemoravam o sucesso da empreitada, como se estivessem prestes a mudar os rumos da política internacional com likes e reposts. Um teatro digital digno de aplausos apenas por sua desfaçatez.

Mas a cereja do bolo está na análise dos “especialistas”. O professor da FGV, Marco Aurélio Ruediger, afirma que a esquerda está tentando “reposicionar” sua atuação digital e que agora consegue “construir narrativas favoráveis ao governo”. Já a pesquisadora Letícia Capone acredita que isso mostra como a esquerda está “alinhada com a esfera pública”. Em tradução livre: estão dizendo com palavras bonitas que a militância digital virou uma máquina de propaganda institucionalizada — e que isso é algo positivo. Sim, a velha tática de elogiar a esperteza do lobo quando ele aprende a vestir pele de cordeiro.

Nesse cenário distorcido, onde a verdade cede lugar à manipulação em massa, a imprensa tradicional — tão rápida para acusar a direita de “disseminação de fake news” — permanece estranhamente silenciosa diante da evidente fabricação de engajamento por parte da esquerda. Ora, se fosse a direita usando perfis com nomes genéricos, seguidores inexistentes e 27 postagens por minuto, já estaríamos vendo manchetes como “Esquema de desinformação bolsonarista ameaça democracia”. Mas como é o PT, tudo é “mobilização cidadã”.

A conclusão que se impõe, portanto, não poderia ser outra senão aquela que incomoda os defensores do relativismo: a esquerda brasileira não está vencendo o debate — está vencendo a manipulação. Com robôs, slogans e recursos públicos, constrói-se uma narrativa que pouco tem de verdade e muito de engenharia social. E o mais alarmante: com o beneplácito da mídia, das universidades e de uma parcela entorpecida da sociedade que prefere seguir hashtags do que buscar a realidade.

No final, o que nos resta como conservadores liberais é reafirmar a importância de uma sociedade civil livre, onde o debate não seja sequestrado por interesses partidários nem por máquinas digitais travestidas de cidadãos. A verdadeira soberania começa quando o povo pensa por si — e não quando repete palavras de ordem distribuídas em grupos de WhatsApp por fundações ligadas a partidos.

Como bem apontado na matéria de Rafaela Gama, d’O Globo, a manipulação digital está longe de ser monopólio de um lado. Mas o silêncio seletivo de tantos setores sobre a ação da esquerda revela um desequilíbrio perigoso. E é exatamente nesse desequilíbrio que a liberdade encontra seu maior inimigo. O futuro da democracia não será decidido por algoritmos — mas talvez seja justamente por eles que ela começará a definhar.

Com informações O Globo

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