“PF prevê rota de escape para ministros em caso de invasão do STF”, diz Folha de S.Paulo

Se você acha que o jornalismo brasileiro ainda mantém algum resquício de seriedade, é hora de rever seus conceitos. A coluna

Por Notas & Informações

Se você acha que o jornalismo brasileiro ainda mantém algum resquício de seriedade, é hora de rever seus conceitos. A coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha de S.Paulo, é o exemplo perfeito de como a extrema-esquerda tenta construir narrativas dramáticas e absolutamente descoladas da realidade. No último artigo, Bergamo nos apresenta um cenário digno de roteiro de filme de ação: o Supremo Tribunal Federal, segundo ela, estaria prestes a enfrentar “ameaças” vindas de manifestações, com planos secretos de evacuação de ministros, cães farejadores e um exército de policiais à espreita. Tudo isso para inflamar a imaginação do leitor e criar a sensação de que estamos à beira do caos institucional.

Vamos com calma. Primeiro, é necessário sublinhar que o que Bergamo chama de “plano de segurança” é, na verdade, uma rotina de qualquer instituição pública que recebe julgamentos de grande repercussão. A PF não está inventando rotas de fuga para ministros; está apenas garantindo protocolos básicos de segurança. Mas, para Mônica Bergamo, cada ação da Polícia Federal é transformada em uma narrativa conspiratória, como se o STF fosse um castelo cercado por hordas de cidadãos armados esperando o momento de invadir. É o velho truque da extrema-esquerda: amplificar situações triviais até que pareçam apocalípticas.

A Folha e sua estrela Mônica Bergamo sabem manipular com maestria a linguagem do medo. Observe como palavras como “trama golpista de Bolsonaro” são repetidas ad nauseam, como se a simples menção do ex-presidente provocasse catástrofes iminentes. Não há nenhuma prova concreta, nenhum fato novo que justifique a histeria. Mas, como todo bom veículo de esquerda, a narrativa é suficiente para gerar no leitor a impressão de que estamos vivendo em um país prestes a desmoronar. O que Bergamo faz é transformar opiniões e conjecturas em verdades absolutas, um método típico do jornalismo militante que perdeu o contato com a objetividade.

Outro ponto digno de nota é o tom alarmista aplicado aos protocolos de segurança. Mônica Bergamo detalha rotas de fuga, varreduras com cães e revistas de mochilas como se fossem medidas extraordinárias, quando, na realidade, são práticas comuns em qualquer julgamento que envolva figuras públicas de grande notoriedade. Mas para a Folha, tudo precisa parecer uma operação secreta de espionagem internacional, porque quanto maior o pânico que eles conseguem transmitir, maior é a validação de sua narrativa política anti-Bolsonaro. A objetividade jornalística, claramente, não faz parte do vocabulário de Bergamo.

A ironia é que, enquanto a colunista tenta nos convencer de um cenário de tensão máxima, a própria reportagem admite que não há previsão de grandes manifestações, nem de ônibus vindos de outras partes do Brasil. Ou seja, toda a tensão criada ao longo do texto é, na prática, uma tempestade em copo d’água. Mas isso não impede a Folha de insistir na história da “trama golpista”, reforçando a imagem de que Bolsonaro e seus apoiadores seriam uma ameaça permanente à ordem democrática, quando sabemos que qualquer julgamento é acompanhado por medidas de segurança padrão, independentemente do réu ou do tribunal envolvido.

E o mais curioso é o esforço para transformar o óbvio em algo extraordinário. Bergamo descreve a presença de agentes, a fiscalização de mochilas e varreduras nas residências como se fossem detalhes inéditos de uma conspiração secreta. É uma técnica clássica de desinformação: criar sensação de drama e urgência a partir de fatos corriqueiros. A extrema-esquerda não se importa com o rigor jornalístico; o objetivo é gerar pânico e consolidar sua narrativa política, independentemente de quão ridícula ela possa parecer.

A Folha e Mônica Bergamo demonstram com maestria como transformar rotina em escândalo. Qualquer pessoa com bom senso percebe que as medidas de segurança descritas não passam de protocolos de precaução. Mas, no universo paralelo da extrema-esquerda, protocolos se transformam em “planos de fuga secretos”, manifestações pacíficas se tornam “invasões do STF” e o ex-presidente é apresentado como um estrategista militar de operações clandestinas. O resultado é um espetáculo de paranoia e dramatização que pouco tem a ver com a realidade, mas muito com a intenção de manipular leitores e moldar a opinião pública a favor de um viés ideológico.

E não para por aí. O texto insiste na ideia de que o julgamento de Bolsonaro é um evento que exige alerta máximo e esquemas extraordinários. A Folha tenta pintar uma narrativa em que cada movimento de segurança é um indício de que a nação está à beira do colapso. A manipulação é tão evidente que o leitor mais atento percebe o truque: transformar a rotina institucional em um espetáculo sensacionalista. É a velha cartilha do jornalismo militante de esquerda: exagerar, alarmar e demonizar qualquer elemento que não se encaixe na narrativa desejada.

Em última análise, o que Mônica Bergamo e a Folha de S.Paulo nos oferecem não é jornalismo investigativo, mas sim teatro. Um teatro no qual o STF é transformado em uma fortaleza ameaçada por fantasmas inventados, Bolsonaro é o vilão estratégico e a Polícia Federal é apresentada como protagonista de um roteiro de ação exagerado. É o jornalismo militante em sua forma mais pura: manipulação de fatos, exagero de detalhes triviais e criação de medo para sustentar uma agenda política.

O conservador, por outro lado, percebe rapidamente o jogo. Sabe que o STF não é uma fortaleza sitiada, que Bolsonaro não é um conspirador em série e que a PF apenas cumpre seu papel de proteger cidadãos e instituições. E, mais importante, sabe identificar o exagero da extrema-esquerda que transforma qualquer rotina institucional em crise nacional. Ao final, a coluna de Mônica Bergamo não passa de mais uma tentativa de alarmismo midiático, uma narrativa sensacionalista que visa confundir, polarizar e manipular, enquanto mascara a realidade de forma quase caricatural.

Portanto, ao ler a Folha de S.Paulo e as colunas de Mônica Bergamo, é essencial manter o ceticismo. Por trás do tom alarmista e das descrições detalhadas, o que se encontra é uma tentativa evidente de moldar a opinião pública a favor de uma agenda ideológica, transformando fatos corriqueiros em “notícias extraordinárias”. Para quem busca informação, discernimento e senso crítico, reconhecer o teatro por trás do jornalismo da extrema-esquerda é não apenas um dever, mas uma defesa contra a manipulação que busca distorcer a realidade de maneira sutil, porém persistente.

Com informações Folha de S.Paulo

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