PGR reforça pedido de condenação de Bolsonaro e mais 7 réus em alegações finais

Enquanto o mundo civilizado combate inflação, enfrenta guerras e discute inteligência artificial, o Brasil, esse aquário tropical de tragicomédia institucional, ensaia

Por Notas & Informações

Enquanto o mundo civilizado combate inflação, enfrenta guerras e discute inteligência artificial, o Brasil, esse aquário tropical de tragicomédia institucional, ensaia mais um espetáculo de histeria judicial com ares de seriedade. Desta vez, os astros do teatro são Paulo Gonet, o procurador-geral da República com pinta de seminarista indignado, e seu parceiro de palco, Alexandre de Moraes, que se autodeclara guardião supremo da democracia, mesmo que precise atropelar a Constituição com a elegância de um rolo compressor.

Pois bem, segundo a brilhante “investigação jornalística” de Ana Pompeu e José Marques, da sempre imparcial Folha de S.Paulo — aquela que já defendeu de punho firme mensaleiros, petroleiros e até delírios bolivarianos — o Brasil está prestes a colocar no banco dos réus ninguém menos que Jair Bolsonaro. O crime? Ter cometido o sacrilégio de não beijar a mão de suas excelências togadas e de desconfiar do sistema eleitoral mais “transparente” do universo conhecido — o mesmo que elegeu Dilma Rousseff e permitiu Lula voltar à cena do crime com mais naturalidade do que um ator veterano numa novela da Globo.

Segundo Gonet, aquele homem que aparenta sofrer mais com a luz do sol do que com a luz da verdade, Bolsonaro teria chefiado uma “organização criminosa armada”. Sério, você leu certo. O ex-presidente que passou quatro anos sem fechar um boteco ou censurar um meme, agora é acusado de querer “abolir o Estado democrático de Direito” enquanto militava contra o passaporte sanitário e escovava os dentes em lives de domingo.

O relatório entregue às 23h59, como um roteiro escrito no último segundo por um estagiário da Netflix, acusa ainda militares aposentados, ministros exonerados, deputados em exercício e, claro, o inevitável Mauro Cid — o Judas que trocou os pães da lealdade pelas moedas da delação premiada. Um espetáculo digno de um tribunal da Inquisição travestido de modernidade, onde as provas são “narrativas” e as sentenças são redigidas com base em manchetes da imprensa militante.

Gonet, num surto de criatividade jurídica que faria inveja a Kafka, afirma que mesmo os que não participaram de nada são culpados porque estavam por perto, respirando o mesmo ar e, portanto, “concordando com o conjunto dos acontecimentos”. É o conceito jurídico do “delito por osmose”. Se você estiver num churrasco onde alguém critica o STF, parabéns: você agora é golpista por associação cutânea.

Claro, a peça teatral não estaria completa sem a figura onipresente de Alexandre de Moraes, que com sua testa reluzente e punho de ferro é capaz de prender gente por tweets, bloquear redes sociais com a rapidez de um adolescente cancelando ex no Instagram e, agora, preparar um julgamento político travestido de processo penal. A imparcialidade aqui é tão verdadeira quanto a neutralidade da Folha ou o pacifismo do PSOL.

E, como cereja do bolo, temos a imprensa — sempre vigilante, desde que seja para destruir Bolsonaro, seus aliados e qualquer brasileiro que ouse discordar do establishment globalista. A matéria dos intrépidos Ana e José, cheia de termos vagos e sentenças pomposas, é quase uma peça de ficção progressista: não há menção ao devido processo legal, à ausência de provas materiais, ou à grotesca tentativa de criar uma “narrativa jurídica” onde cabem todos os inimigos ideológicos do petismo.

Aliás, se tudo isso te lembra uma certa Venezuela ou um certo Nicolás Maduro, não é coincidência. É método.

Mas calma, não para por aí. Quando o processo parecia uma caricatura suficientemente grotesca da justiça, eis que entra em cena o sempre inconveniente Donald Trump, que — com a sutileza de um elefante no Supremo — apontou o que a imprensa nacional se recusa a admitir: trata-se de uma caça às bruxas política. Resultado? Retaliação comercial. Trump taxou produtos brasileiros em 50%. Isso porque, segundo a narrativa da esquerda, Bolsonaro é que prejudicava o país com sua “falta de diplomacia”.

Enquanto isso, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, aquele senhor que já confessou ter “vencido o bolsonarismo”, declara com ar compungido que “ninguém está sendo perseguido no Brasil”. E o churrasco do 8 de janeiro, aquela palhaçada cinematográfica montada sob as barbas do Exército e das câmeras do Planalto, agora serve como prova-mãe para prender todo mundo que já rezou um Pai-Nosso pedindo por intervenção divina. Ah, mas não há perseguição. É só coincidência estatística.

No fim, o roteiro é claro: a elite togada quer aniquilar Bolsonaro politicamente, como fazem ditaduras que se respeitam — tudo com a bênção da velha imprensa e a histeria militante dos justiceiros de iPhone. Se possível, querem enterrá-lo vivo com 40 anos de prisão por crimes vagos como “organização criminosa” e “abolição do Estado de Direito” — acusações amplas o suficiente para servirem a qualquer um que ouse sonhar fora da bolha do consenso progressista.

Enquanto isso, Lula é tratado como estadista, o PT volta a torrar bilhões com emendas, e o Supremo legisla, executa e julga sem oposição. O Brasil, antes uma República, agora é um condomínio jurídico-administrativo comandado por onze semideuses cercados por bajuladores midiáticos, delatores premiados e jornalistas com crise de abstinência de IBGE.

O julgamento de Bolsonaro será, na verdade, o julgamento de uma parcela da população brasileira que ainda ousa não bater continência para a toga. E isso, caros leitores, não é democracia. Isso é apenas o mais novo capítulo da velha farsa chamada Brasil. E dessa vez, nem o final é surpresa.

Com informações Folha de S.Paulo

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