“Presidente do Brasil perde influência no exterior e é impopular em casa”, diz The Economist

Ah, Lula, o eterno messias da esquerda tupiniquim, aquele que, segundo os devotos do PT, “colocou o Brasil no mapa”. Pois

Por Notas & Informações

Ah, Lula, o eterno messias da esquerda tupiniquim, aquele que, segundo os devotos do PT, “colocou o Brasil no mapa”. Pois bem, parece que o The Economist resolveu atualizar esse “mapa” e descobriu o óbvio: o mundo mudou, mas Lula continua preso a um delírio geopolítico de 2003, como se o socialismo bolivariano ainda fosse uma moda internacional e o antiamericanismo barato ainda rendesse tapinhas nas costas nos salões da ONU.

A matéria é uma pérola. Descreve, com a frieza britânica que tanto incomoda os militantes do “Lula livre”, a irrelevância patética de um presidente que perdeu o fio da meada tanto em casa quanto lá fora. É como assistir a um cover do Raul Seixas tentando cantar “Metamorfose Ambulante” num show de k-pop — simplesmente deslocado.

Enquanto o mundo livre encara ameaças reais vindas de China, Rússia, Irã e seus satélites, Lula — como um adolescente revoltado com camiseta do Che Guevara — prefere condenar os EUA por atingirem alvos nucleares iranianos. Claro, porque na lógica do PT, atacar instalações de um regime teocrático que grita “morte a Israel” e “morte à América” é um “crime contra a soberania”, mas beijar a mão de Maduro e puxar a cadeira para Putin em Moscou é “diplomacia multilateral”.

E não, a matéria não foi escrita por um bolsonarista. Foi escrita por um dos veículos mais respeitados do planeta, que nem disfarça mais o espanto com a incoerência diplomática do Planalto. Sim, o mesmo Lula que há décadas repete o mantra da “não-alinhamento” agora está mais colado na agenda autoritária da China e da Rússia do que o PSOL em marcha contra o agronegócio.

O encontro do BRICS, por exemplo, virou um circo. Com Irã como membro e Putin como parceiro preferencial, o Brasil hoje lidera o bloco da irrelevância com entusiasmo de líder de torcida. O Itamaraty, coitado, tenta disfarçar a bagunça falando de “vacinas” e “transição verde”, enquanto todo o mundo sabe que o BRICS está virando brinquedo geopolítico de Pequim e Moscou. E Lula? Finge que não viu, como quem atravessa a Cracolândia e diz que “é só um problema de iluminação pública”.

E o que dizer da ausência de qualquer contato com Donald Trump, agora presidente de novo nos EUA? O Brasil é a maior economia cujo líder nunca apertou a mão do presidente americano. É como se um torcedor do Palmeiras recusasse convite para ver o time na final da Libertadores só porque o técnico é “de direita”. Isso não é estratégia diplomática, é birra de adolescente militante de DCE.

Enquanto isso, a popularidade de Lula afunda em casa. E não é porque o povo “não compreende” o seu gênio político. É porque o povo entendeu perfeitamente que o petismo é um filme repetido de corrupção, autoritarismo disfarçado de inclusão e promessas não cumpridas embaladas em propaganda estatal. A base lulista — aquela formada por sindicatos, teólogos da libertação e beneficiários de assistencialismo — hoje é minoria barulhenta em um país evangélico, conservador e conectado.

Os números são uma tragédia. Só 28% aprovam seu governo, e até o Congresso, tão acostumado a ajoelhar para o Executivo, resolveu mostrar que o imperador está nu. Rejeitaram um decreto de Lula, algo que não acontecia há mais de 30 anos. Uma humilhação pública. Se fosse em Brasília, dava pra ouvir o riso de Renan Calheiros ecoando no Senado.

Mas Lula ainda acredita que pode resolver a guerra da Ucrânia com um telefonema e um cafezinho. Foi até Moscou, com direito a tapinha nas costas de Putin, achando que convenceria o czar moderno a aceitar mediação de um país que não consegue nem controlar a fronteira com a Venezuela. O resultado? Nenhum. O Kremlin ouviu, sorriu e voltou a bombardear. Lula virou o mascote inofensivo do eixo anti-Ocidente.

Aliás, o presidente brasileiro não fala com Javier Milei, presidente da Argentina, porque o argentino “é de direita”. Mas abraçou Nicolás Maduro, aquele que transforma eleições em piada e que, depois de falsificar mais um pleito, só então deixou de ser “companheiro”. Essa é a “coerência” petista: tolerar ditadores até que eles cometam a grosseria de deixar provas públicas demais.

E o Haiti? O Brasil que liderou missão da ONU para estabilizar o país agora finge que nem sabe onde fica no mapa, mesmo com o país dominado por gangues e em colapso humanitário. Nada que comova o “líder humanista” de 2003. Afinal, o foco agora é ver se consegue vender carne pro Japão e soja pra China enquanto chora na ONU pelo fim do dólar.

No fim das contas, como a The Economist bem aponta, o mundo já não leva Lula a sério — e, cada vez mais, o Brasil também não. E sabe por quê? Porque a esquerda envelheceu mal, sem autocrítica, sem coragem e sem conexão com a realidade. Insiste em reviver o passado com personagens gastos, discursos mofados e alianças grotescas. É como tentar reviver os anos 80 com caça-níqueis ideológicos, só que sem charme, sem propósito e, agora, sem plateia.

O mais trágico — ou cômico, dependendo do seu senso de humor — é que Lula ainda acredita que é protagonista de algo relevante no cenário internacional, enquanto o mundo o enxerga como um senhor caricato, preso ao folclore esquerdista de um tempo que já passou.

E como todo bom ex-mito que se recusa a sair de cena, Lula não percebe que o aplauso que ouve hoje vem dos inimigos da liberdade — e o silêncio, dos verdadeiros aliados do progresso.

Mas fique tranquilo, companheiro. O Irã, a Rússia e a Venezuela ainda te respeitam. Só cuidado pra não virar o bobo da corte num império onde a liberdade é só um detalhe inconveniente.

Com informações The Economist

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