Primeiro-ministro chinês alerta sobre “instabilidade” em fórum empresarial

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O premiê chinês Li Qiang faz um discurso durante a cerimônia de abertura do Fórum de Desenvolvimento da China na Diaoyutai Guesthouse em Pequim, China, 23 de março de 2025. China Daily via REUTERS

Olha só, amigos do Conservadores Online, parece que o Primeiro-ministro chinês Li Qiang resolveu dar um show de diplomacia no Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim. Em meio a um cenário global cada vez mais instável — quem diria, não é? — o premiê aproveitou a ocasião para soltar aquele discurso básico sobre como o mundo precisa se unir, abrir mercados e, claro, resistir aos “riscos e desafios”. É sempre curioso quando uma potência que vive erguendo barreiras resolve clamar por “abertura”. Mas, como dizem por aí, façam o que eu digo, não o que eu faço.

Em um evento estrelado, que contou com a presença de Steve Daines, senador republicano dos EUA, e uma lista de CEOs de empresas globais, incluindo nomes de peso como Tim Cook da Apple, Cristiano Amon da Qualcomm e Amin Nasser da Saudi Aramco, a China tenta desesperadamente atrair investimentos estrangeiros. E por quê? Simples: o dragão vermelho está sentindo na pele o aperto das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Parece que a política “America First” ainda ecoa pelos corredores de Pequim.

Enquanto Li Qiang fala em globalização e se posiciona contra o “unilateralismo e protecionismo”, a realidade dos fatos é um tanto mais… pragmática. Os números não mentem: o investimento estrangeiro direto na China caiu no ano passado no ritmo mais rápido desde a crise financeira de 2008. E o motivo? Aumenta a desconfiança global em relação às políticas chinesas, somada à política externa agressiva do Partido Comunista Chinês (PCC) e, claro, as respostas duras vindas de Washington.

Para tentar salvar o barco, Pequim está prometendo um “plano de ação” para atrair investidores, incluindo a facilitação das transferências de dados transfronteiriças. Mas cá entre nós, quem confia em abrir os dados em um país famoso por seu sistema de vigilância massiva e pelo controle absoluto da informação? Parece mais um movimento desesperado para manter a economia funcionando do que uma real intenção de flexibilizar as regras.

E tem mais: o premiê Li Qiang não perdeu a oportunidade de reforçar que o governo chinês implementará “políticas macroeconômicas mais ativas e promissoras” — traduzindo: intervenção estatal pesada. Porque, quando a coisa aperta, o comunismo sempre mostra suas garras. Aliás, alguém aí acredita que a China está genuinamente preocupada em promover uma economia de mercado livre? Eu também não.

Enquanto isso, Donald Trump segue pressionando com sua política comercial assertiva. Ele anunciou novas tarifas “recíprocas” a partir de 2 de abril, mirando países que impõem barreiras aos produtos americanos. E adivinhem? A China está na linha de frente para sentir o impacto dessas medidas. Em resposta, Pequim já retalhou com taxas adicionais sobre produtos agrícolas americanos. É o jogo duro do Tio Sam, e o Partido Comunista Chinês não parece estar gostando nada disso.

É interessante observar que, apesar de toda a pompa do Fórum, há menos CEOs americanos participando neste ano. Não é à toa. O ambiente de negócios na China está cada vez mais complicado. Grandes multinacionais, como a Vale, Airbus, PepsiCo e Procter & Gamble, têm se reunido com autoridades chinesas em busca de garantias. Mas, vamos combinar, confiança não se reconstrói com discurso vazio.

A China tenta manter as aparências, mas a crise imobiliária prolongada e a demanda interna em queda são realidades que nem mesmo os discursos bem ensaiados de Li Qiang conseguem encobrir. O governo chinês promete “impulsionar vigorosamente” o consumo, mas analistas de mercado já avisaram: será preciso muito mais do que palavras bonitas para tirar a economia do buraco. Especialmente se os ventos contrários vindos de Washington continuarem soprando forte.

E aqui cabe uma reflexão importante: quem realmente ganha com essa “globalização” defendida por Pequim? O trabalhador brasileiro, americano ou europeu que perde seu emprego para fábricas na China? Ou o Partido Comunista Chinês que acumula poder enquanto controla as cadeias de suprimento globais? Não é difícil responder, não é mesmo?

Enquanto Li Qiang clama por mais abertura, a China segue jogando o velho jogo do controle total. Controle sobre a economia, controle sobre a informação, controle sobre o povo. E, acredite, caro leitor, um país que vive de controlar dificilmente tem interesse genuíno em “abrir mercados”.

No fim do dia, o que vemos é um governo chinês acuado, tentando seduzir investidores estrangeiros enquanto encara uma economia fragilizada e uma guerra comercial em escalada. Enquanto isso, no Ocidente, líderes como Donald Trump seguem defendendo os interesses nacionais, protegendo suas economias e, acima de tudo, garantindo que o jogo do comércio internacional seja jogado em pé de igualdade.

Portanto, fiquemos atentos. Porque, em meio a discursos pomposos e promessas vazias, a única certeza que temos é que a China joga para ganhar — e o preço dessa vitória geralmente é pago pelos outros.

Com informações Reuters

Leandro Veras

Fundador e Editor do Conservadores Online

Cidadão comum, que defende valores conservadores, a liberdade de expressão e a verdade, combatendo narrativas da extrema-esquerda com análise crítica.

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