
Alguém ainda se surpreende quando o PT resolve mudar as regras do jogo no meio da partida? É quase como assistir àquele amigo trapaceiro no baralho: quando percebe que está perdendo, de repente, descobre uma “nova regra secreta” que, coincidentemente, só ele conhecia. Pois bem, depois da surra levada na CPMI do INSS, onde a oposição conseguiu emplacar Carlos Viana na presidência e Alfredo Gaspar na relatoria, o partido da estrela vermelha decidiu que não aceita perder. A jornalista Mariana Albuquerque, do site Claudio Dantas, trouxe a cereja do bolo ao revelar a mais nova artimanha: o PT agora quer revisar as regras de suplência para garantir que só suplentes obedientes ao governo possam sentar na cadeira e apertar o botãozinho na hora do voto. É a democracia “Made in Lula”, onde pluralidade só vale quando favorece os camaradas.
Sim, o PT achou inaceitável que suplentes da oposição tivessem coragem de aparecer e, veja só, votar. Para eles, suplente bom é aquele que fica quieto no canto, esperando a ordem do partido — de preferência, carimbando a pauta do governo como se fosse funcionário do mês em repartição pública. Quando a oposição se organizou e conseguiu virar o jogo, a narrativa petista se resumiu a um lamento infantil: “não valeu, não estava preparado, quero revanche!”. É uma mentalidade de pátio escolar, mas, infelizmente, com consequências reais para o país inteiro.
E é claro que, como bons engenheiros sociais que são, eles já correm para articular com o Centrão, porque, no fim das contas, o grande projeto do PT é sempre o mesmo: controlar, sufocar, moldar as instituições ao seu favor. Não importa se estamos falando de uma CPMI ou de um órgão estatal qualquer. Se eles não conseguem vencer com votos legítimos, tentam vencer mudando a regra, manipulando regimentos e apertando o Centrão com promessas de cargos e emendas. É a velha cartilha socialista disfarçada de pragmatismo. Eles não chamam de chantagem, chamam de “articulação política”. Bonito, não?
Mariana Albuquerque mostrou bem como os caciques petistas querem garantir que só suplentes da mesma federação do titular possam votar. Traduzindo: se o governo está com medo de perder, nada mais justo do que cercar-se de clones obedientes para garantir que nenhuma fagulha de oposição estrague o banquete. Isso é o retrato perfeito do PT: eles gritam contra a ditadura quando não estão no poder, mas quando chegam ao trono, tratam de reforçar as muralhas e censurar qualquer discordância. É a tal democracia seletiva, onde só existe liberdade para quem pensa igual. Para quem ousa divergir, resta o rótulo automático de fascista, golpista, negacionista ou qualquer outro xingamento do cardápio progressista.
Mas o ponto mais irônico dessa novela é a própria derrota. A eleição terminou em 17 a 14. Uma diferença pequena, mas suficiente para mostrar que o Planalto não tem controle absoluto nem sobre sua própria base. Senadores sumiram, emendas atrasaram, e a oposição, com aquele raro lampejo de organização, conseguiu dar o golpe certeiro. Foi a prova de que, mesmo com toda a máquina do Estado nas mãos, ainda há espaços onde a esquerda pode levar um “não” bem dado. E como toda criança mimada, o PT não suporta a frustração. O choro foi imediato: reunião emergencial no Planalto, liderada por Gleisi Hoffmann, para tentar costurar um jeitinho. É o famoso “perdemos no campo, vamos ganhar no tapetão”.
E o que isso significa para você, cidadão comum, que paga impostos absurdos e assiste ao espetáculo de Brasília de camarote? Significa que, enquanto você luta para sobreviver à inflação, ao desemprego e à insegurança, o partido governista está preocupado em maquinar manobras regimentais para não perder espaço numa CPMI. A prioridade não é melhorar sua vida, mas blindar seus esquemas. Afinal, o INSS é uma mina de ouro para quem enxerga a máquina pública como um caixa eletrônico infinito, pronto para sustentar projetos de poder.
Claro que a imprensa amiga vai tentar suavizar. Vão dizer que é apenas uma “adequação regimental”, que se trata de “garantir estabilidade institucional”. Mas a verdade nua e crua é que o PT odeia perder. E quando perde, não mede esforços para distorcer a realidade e manipular o sistema até que o resultado mude. Se fosse num campeonato de futebol, eles iam pedir anulação do jogo, revisão do árbitro, mudança nas regras do impedimento e, se nada disso desse certo, exigiriam que o jogo fosse decidido por um comitê de especialistas indicados por Lula. É ridículo, mas é exatamente isso que tentam fazer com a política.
No fim, esse episódio serve como alerta. O PT não vai parar. Cada derrota será seguida por uma tentativa de virar a mesa. Cada obstáculo será tratado como um convite para mexer nas engrenagens. E se você ainda acredita que essa turma respeita as instituições, lamento informar: eles respeitam apenas quando são eles que mandam. Quando não, é golpe, é sabotagem, é “ameaça à democracia”. É sempre a mesma ladainha. A grande diferença é que agora cada vez mais brasileiros estão acordando para essa farsa. E talvez seja justamente esse despertar que tanto assusta a esquerda. Porque, no fundo, eles sabem: quando a cortina cair e a plateia finalmente enxergar os truques baratos do teatro petista, não haverá regra nova que salve o espetáculo decadente.
Com informações Claudio Dantas
















