Reuters tenta criminalizar Bolsonaro e vender narrativa pró-Supremo com drama e ironia

O jornalismo da velha guarda globalista nunca decepciona. Quando você acha que já viu de tudo, eis que aparece a Reuters,

Por Notas & Informações

O jornalismo da velha guarda globalista nunca decepciona. Quando você acha que já viu de tudo, eis que aparece a Reuters, com seu selo de “imparcialidade” tão confiável quanto um guarda-chuva furado em tempestade. A mais nova “pérola” veio assinada por Ricardo Brito e Luciana Novaes Magalhaes, que resolveram brindar o público com um espetáculo de narrativas dignas de novela mexicana, só que vendidas como reportagem séria. O enredo? O “grande julgamento” do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentado como se fosse a reedição tropical de Nuremberg, supervisionado pelo todo-poderoso Donald Trump — como se Trump tivesse tempo para ser comentarista de circo jurídico em Brasília.

O texto da Reuters tenta se equilibrar entre drama, ficção política e pitadas de humor involuntário. É uma mistura de roteiro de série de streaming ruim com a arrogância típica da imprensa que ainda acredita que a palavra “democracia” pode ser usada como um porrete para deslegitimar adversários políticos. O leitor é conduzido pela mão, como uma criança crédula, para acreditar que o Supremo Tribunal Federal é uma fortaleza da virtude, que Alexandre de Moraes é uma espécie de cavaleiro Jedi combatendo o “lado sombrio” bolsonarista e que Bolsonaro, claro, não passa de um vilão cartunesco tentando “subverter a democracia”.

O problema é que essa história não se sustenta nem com fita adesiva. Ricardo Brito e Luciana Novaes Magalhaes preferem ignorar os fatos incômodos, aqueles que atrapalham a construção da fábula. Como sempre, não se fala da perseguição sistemática, dos abusos de autoridade e da completa falta de limites institucionais que transformaram o Brasil num laboratório experimental de censura. A Reuters não tem espaço para mencionar as arbitrariedades de Moraes, mas tem páginas de sobra para repetir o mesmo bordão cansado: “Bolsonaro ameaça a democracia”.

E como não poderia faltar, o texto recorre ao truque barato do “apoio internacional”. Nada dá mais charme a uma narrativa fabricada do que inserir o nome de Donald Trump, pintando-o como cúmplice ou padrinho político. É o famoso “culpa por associação”: se Trump critica o julgamento, então só pode ser porque há algo obscuro em jogo. Curioso como a Reuters jamais aplica essa mesma lógica quando se trata de Lula abraçado a ditadores do mundo, de Maduro a Ortega. Aí, não é associação criminosa, é “política externa independente”.

O artigo ainda tenta vender a ideia de que milhões de brasileiros estão ansiosos diante das telas para acompanhar o espetáculo. É como se o país inteiro tivesse suspendido a vida para assistir à novela judicial encenada em Brasília. Mais uma vez, a realidade não importa: o que importa é a narrativa de um povo hipnotizado, pronto para aplaudir a “justiça imparcial”. Mas será mesmo? Será que o brasileiro comum, atolado em contas, inflação e violência, realmente se importa com a dramaturgia vendida pela Reuters? Ou será que isso interessa apenas à bolha progressista que consome manchetes como se fossem dogmas?

E como todo enredo precisa de vilão e mocinho, Alexandre de Moraes é elevado ao status de herói trágico. Ele aparece como aquele que “garante a democracia” e “enfrenta os inimigos da liberdade”. Nada mais irônico, considerando que é exatamente ele quem manda prender jornalistas, censurar redes sociais e perseguir adversários políticos. A Reuters, claro, não vê contradição: se o censor veste toga e diz que age em nome da democracia, então está tudo bem. O que seria um escândalo em qualquer país sério é tratado como virtude por jornalistas que abandonaram há tempos qualquer noção de honestidade intelectual.

A cereja do bolo é a tentativa de transformar manifestações de apoio a Bolsonaro em ameaça velada. “Dozens of people”, dizem eles, apareceram em frente à casa do ex-presidente. Repare no detalhe: quando é para exaltar protestos da esquerda, a contagem é sempre superestimada, os números crescem como mágica. Mas quando se trata da direita, o “dozens” serve para minimizar, para fingir que o apoio é irrelevante, quase invisível. O truque é antigo, mas ainda encontra eco entre aqueles que confundem jornalismo com propaganda.

E, claro, não poderia faltar a revisão histórica conveniente: a lembrança do regime militar de 1964 a 1985. Afinal, para a imprensa militante, nada se explica sem jogar a carta da ditadura na mesa. É o curinga preferido: toda vez que faltam argumentos, basta invocar os fantasmas do passado para justificar a perseguição do presente. Assim, o julgamento de Bolsonaro deixa de ser apenas um ato político travestido de justiça e passa a ser, na narrativa da Reuters, um “acerto de contas histórico”. É teatro, e dos ruins.

No fim das contas, o artigo de Ricardo Brito e Luciana Novaes Magalhaes não passa de mais um capítulo da velha estratégia: demonizar a direita, santificar o autoritarismo travestido de legalidade e vender ao público global a imagem de um Brasil disciplinado pelas mãos firmes do Supremo. O objetivo não é informar, mas moldar opinião. É convencer o leitor desavisado de que liberdade significa obedecer e que democracia é quando só um lado fala.

O que a Reuters esquece é que, apesar da maquiagem, a verdade sempre encontra caminho. E a verdade é que esse julgamento não é sobre proteger a democracia, mas sobre destruir um adversário político. A toga virou farda, e o jornalismo virou panfleto. A única coisa que resta ao leitor atento é rir da pretensão de quem ainda tenta vender propaganda como notícia. Afinal, de imparcial, a Reuters só tem o nome na logomarca.

Com informações Reuters

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