Reuters – “Universidade de Columbia pune manifestantes pró-palestinos que ocuparam prédio”

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Manifestantes são detidos durante uma manifestação contra a detenção pelo ICE do ativista palestino e estudante de pós-graduação da Universidade de Columbia, Mahmoud Khalil, na Trump Tower, na cidade de Nova York, EUA, em 13 de março de 2025. REUTERS/Jeenah Moon

Na última quinta-feira, 13, a Universidade de Columbia, um dos maiores ícones do universo acadêmico norte-americano e global, fez algo que, francamente, eu não achava que veria acontecer. Eles finalmente tomaram uma atitude diante de algo que já era óbvio para qualquer observador com uma dose mínima de discernimento: punições a estudantes que ocuparam um prédio da universidade no ano passado durante protestos pró-palestinos. Isso mesmo, após uma série de movimentos organizados que marcaram o campus da Ivy League com uma intolerância crescente, a universidade finalmente decidiu agir. E o melhor? Não foi apenas uma suspensão de alguns dias ou uma advertência vaga. As sanções foram duras, com direito a suspensões de anos, revogações temporárias de diplomas e, para alguns, até expulsões.

Para muitos, essa medida pareceu vir tarde demais. Mas antes de julgarmos, é importante relembrar o contexto: a Universidade de Columbia sempre foi um terreno fértil para todo tipo de movimento, com um histórico de tolerância (às vezes até excessiva) para o que poderia ser considerado “liberal” ou “progressista”. O que se passa no campus de Columbia não é apenas reflexo de um microcosmo universitário, mas, de certa forma, é um reflexo das tensões ideológicas que vemos em grande parte do Ocidente. O que aconteceu ali é, de certa maneira, uma metáfora da batalha cultural que travamos diariamente.

Agora, entenda, o contexto dessa punição tem a ver com muito mais do que apenas manifestações por uma causa que muitos consideram justa. Não estamos falando de um simples protesto. Os estudantes não estavam apenas exercendo o direito de se manifestar pacificamente. Eles estavam ocupando um prédio da universidade, interrompendo a rotina acadêmica e, acima de tudo, ignorando um princípio fundamental da convivência social: o respeito ao espaço e à ordem. Para quem não lembra, a ocupação do Hamilton Hall foi marcada por uma série de atos que geraram não apenas uma enorme divisão no campus, mas também manifestações de antissemitismo, algo que, lamentavelmente, se tornou cada vez mais visível em alguns desses protestos. O fato é que, em muitos momentos, o protesto pelo que chamam de “solidariedade palestina” se transformou em um espaço onde o ódio e o preconceito eram promovidos contra os judeus. E, adivinhem só? Isso não é aceitável, nem na Universidade de Columbia, nem em nenhum outro lugar.

A resposta da universidade, aliás, só foi dada após o governo Trump interferir com uma reação que, embora contundente, é bem-vinda: cortando US$ 400 milhões em subsídios e contratos federais. Esse corte, claro, veio como um choque de realidade para a administração de Columbia, que, até então, parecia estar disposta a fechar os olhos para o antissemitismo que se alastrava em seu campus. No entanto, quando as consequências financeiras começaram a aparecer, a universidade teve que tomar uma posição. A presidente interina da instituição, Katrina Armstrong, teve que finalmente admitir que as preocupações com o clima de intolerância no campus eram, sim, legítimas. E quem a culpa, né? Não dá para ignorar os fatos por muito tempo, especialmente quando o governo começa a colocar pressão de maneira clara e objetiva.

É interessante ver como a punição foi aplicada e como os detalhes da situação foram gradualmente revelados. O conselho judicial da universidade, que inclui professores, funcionários e alunos, determinou as sanções que afetaram uma quantidade considerável de estudantes. E, ao contrário do que muitos poderiam esperar, os responsáveis pela ocupação não saíram impunes. Alguns desses alunos agora enfrentam a expulsão, enquanto outros terão que lidar com suspensões de anos. Claro que os envolvidos podem apelar, mas a mensagem já foi dada: a Universidade de Columbia não tolerará mais ações ilegais ou comportamentos que incitem o ódio e a intolerância.

Mas é claro que, como esperado, o sindicato de trabalhadores estudantis, que representa muitos dos alunos envolvidos nos protestos, entrou em cena. O UAW Local 2710, através de seu presidente Grant Miner, tentou transformar as punições em uma suposta violação dos direitos constitucionais dos estudantes, mais especificamente da Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão. Ora, vamos com calma aqui. A Primeira Emenda é preciosa e fundamental para qualquer sociedade que se diga democrática, mas ela não pode ser usada como uma carta branca para desrespeitar regras ou para incitar ódio. E é isso que muitos desses protestos, infelizmente, se tornaram. Se você quer protestar contra algo, tudo bem. Mas, quando a sua manifestação transborda para ações ilegais e para a incitação de violência ou intolerância, a liberdade de expressão já não é mais uma justificativa válida.

Não é de se surpreender que a Universidade de Columbia tenha sido o epicentro de tantos protestos anti-Israel nos últimos meses. Como mencionei, esse tipo de protesto é reflexo das tensões políticas e culturais que hoje permeiam o Ocidente. A vitória de movimentos radicais, como o Hamas, para certos grupos, tornou-se uma bandeira de luta, sem se importar com as consequências disso. Depois do ataque terrorista do Hamas a Israel, em outubro de 2023, a situação só se agravou. Os protestos que se seguiram nos campus universitários ao redor dos EUA, incluindo Columbia, pediam desde o fim da ajuda militar americana a Israel até o boicote a qualquer tipo de investimento relacionado a interesses israelenses. Mas, o que vemos aqui é algo além de uma simples manifestação política: é uma clara tentativa de subverter a ordem, de deslegitimar o direito de um povo de se defender e até mesmo de incitar o ódio e o preconceito contra um grupo étnico e religioso específico. E isso é inaceitável, em qualquer circunstância.

Agora, o governo Trump, que tem sido, com razão, um forte defensor dos direitos de Israel e da luta contra o antissemitismo, resolveu agir de maneira contundente. A detenção do estudante Mahmoud Khalil, um dos líderes dos protestos em Columbia, foi um passo importante nessa direção. Ele, que havia se destacado como um dos maiores ativistas dentro do movimento, agora enfrenta a possibilidade de ser deportado. Isso, por si só, já é um golpe significativo para a narrativa de que os manifestantes pró-Hamas seriam intocáveis ou imunes às consequências de seus atos. Claro que a deportação de Khalil foi temporariamente bloqueada por um juiz federal, mas a ação foi um sinal claro de que o governo não estava disposto a tolerar esse tipo de comportamento.

Em resumo, meus amigos, o que estamos vendo aqui é uma grande vitória para aqueles que defendem a ordem, a responsabilidade e o respeito pelos outros. A Universidade de Columbia, finalmente, acordou para a realidade de que não podemos permitir que o radicalismo e a intolerância tomem conta dos nossos campus. A ação da universidade é uma resposta firme e necessária a um problema que, se não fosse contido, só continuaria a crescer. E para quem ainda acha que o governo Trump agiu de forma excessiva, digo mais: os efeitos desse movimento serão sentidos por muito tempo. Não podemos mais tolerar a intolerância e o ódio disfarçados de protesto. O respeito pela liberdade de expressão é fundamental, mas isso não significa permitir que a incitação ao ódio se disfarce de ativismo político.

A lição aqui é clara: quando os limites da legalidade e do respeito são ultrapassados, as consequências serão severas. E o que aconteceu em Columbia é apenas o começo.

Com informações Reuters

Leandro Veras

Fundador e Editor do Conservadores Online

Cidadão comum, que defende valores conservadores, a liberdade de expressão e a verdade, combatendo narrativas da extrema-esquerda com análise crítica.

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