
Caro leitor do Conservadores Online,
A cada novo movimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a dúvida que paira no ar é sempre a mesma: a lei ainda vale para todos ou apenas para aqueles que se curvam ao establishment? Pois bem, desta vez, a Primeira Turma do STF decidiu, com uma rapidez quase milagrosa, tornar Jair Bolsonaro e outros sete réus por uma suposta tentativa de golpe de Estado. Sim, você não leu errado: aquele mesmo tribunal que se arrasta em casos escandalosos envolvendo poderosos da esquerda parece ter encontrado um turbo quando o alvo é o ex-presidente e seus aliados.
Entre os réus, além de Bolsonaro, figuram nomes como Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos acusados de cinco crimes, entre eles, o sempre conveniente “tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito”. Um detalhe curioso, caro leitor: parece que agora questionar urnas eletrônicas virou crime hediondo.
A estrela do espetáculo, como de costume, foi Alexandre de Moraes. O ministro fez questão de lembrar aos presentes, em um voto longo e repleto de convicção, que há “indícios razoáveis” de que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com o objetivo de atentar contra as instituições democráticas. Curiosamente, essa mesma sanha investigativa não aparece quando se trata de figuras da esquerda, não é mesmo? Afinal, quem se lembra das malas de dinheiro, dos desvios bilionários ou das tentativas de transformar o Brasil em uma versão tropicalizada da Venezuela? Parece que esses detalhes passaram despercebidos pelos guardiões da democracia.
O espetáculo prosseguiu com a participação de Flávio Dino, em seu tom peculiar de indignação seletiva, destacando que muitos dos envolvidos eram membros das Forças Armadas e, portanto, “andam armados”. Ora, desde quando portar uma arma legalmente é indício de participação em organização criminosa? Talvez na lógica de Dino, o simples fato de um militar cumprir seu dever agora seja motivo para suspeita. A comparação ao golpe de 1964, aliás, não passou despercebida. Segundo o ministro, “golpes matam”, ainda que ninguém tenha morrido no fatídico 8 de janeiro. Curiosa elasticidade argumentativa, não?
Luiz Fux, por sua vez, acompanhou o voto de Moraes, mas com uma ressalva que mais parece um afago à plateia: disse que fará uma “análise mais aprofundada”. Ou seja, a denúncia já foi aceita, mas as provas? Bem, essas a gente vê depois. No Brasil de 2025, parece que a lógica se inverteu: primeiro condena-se, depois se busca algum vestígio de prova para justificar o espetáculo.
E o que dizer de Cármen Lúcia? A ministra, em um ar professoral, alertou que “não se formaliza golpe” e que, ainda assim, os fatos pós-eleição de 2022 mostravam uma inquietação perigosa. Interessante como a inquietação de milhões de brasileiros, preocupados com a lisura do processo eleitoral, se transformou em prova de crime, enquanto agitações violentas promovidas por grupos de extrema-esquerda são vistas como “manifestações legítimas”. Dois pesos, duas medidas? Com certeza.
Fechando o espetáculo, Cristiano Zanin – o mais novo queridinho da corte – não quis destoar e votou pela aceitação da denúncia. Em uma rápida explanação, afirmou que os fatos apresentados são “aptos” a configurar os crimes narrados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, ficou a dúvida: seriam esses “fatos” ou interpretações enviesadas de um sistema que parece cada vez mais interessado em perseguir seus desafetos?
E por falar em velocidade processual, Bolsonaro não deixou barato e criticou, com razão, a celeridade impressionante do caso. Afinal, como ele mesmo apontou, o processo contra si avança a uma velocidade 14 vezes maior do que o escândalo do Mensalão e 10 vezes mais rápido do que a famosa Operação Lava Jato contra Lula. Por que será? Estariam os ministros do STF tão preocupados com a possibilidade de Bolsonaro se tornar um candidato imbatível em 2026? O ex-presidente acha que sim – e você, leitor, não deveria pensar diferente.
A decisão da Primeira Turma do STF, por mais pomposa que pareça, é um marco de como a justiça brasileira se transformou em um campo minado para aqueles que ousam desafiar o poder estabelecido. É impossível não notar a disparidade no tratamento dispensado a Bolsonaro em comparação aos queridinhos do sistema. Por que não há a mesma agilidade para investigar os acordos nebulosos entre grandes corporações e o Estado? Ou quem sabe, uma investigação minuciosa sobre as relações perigosas entre partidos de esquerda e regimes autoritários ao redor do mundo? Essas questões, claro, ficam em segundo plano.
Ao aceitar a denúncia, o STF não apenas avança com um caso frágil em termos de provas concretas, mas também deixa claro seu verdadeiro objetivo: garantir que Bolsonaro não chegue competitivo em 2026. Não é sobre justiça; é sobre poder. Os próximos passos incluem os depoimentos dos réus e a coleta de novas provas – uma fase que, no ritmo atual, promete se desenrolar em tempo recorde, especialmente se o alvo continuar sendo aquele que ousou desafiar a narrativa dominante.
Enquanto isso, você, cidadão comum, que se preocupa com o futuro do Brasil, precisa se perguntar: até quando aceitaremos esse jogo sujo disfarçado de zelo democrático? Se uma figura pública como Bolsonaro pode ser tratada dessa forma, o que impede que amanhã não sejamos nós, os conservadores, a nos tornarmos os próximos alvos desse tribunal que, cada vez mais, se comporta como um partido político?
A verdade é simples: o Brasil está diante de uma encruzilhada. De um lado, um sistema que se agarra ao poder a qualquer custo; do outro, milhões de brasileiros que ainda acreditam na liberdade e na verdade. Qual lado você escolhe?
Com informações Gazeta do Povo