Tarifaço dos EUA, segundo Miriam Leitão, já provoca desemprego e crise no Brasil

É impossível ler o artigo de Miriam Leitão e não sentir uma mistura de incredulidade e preocupação pelo nível de distorção

Por Notas & Informações

É impossível ler o artigo de Miriam Leitão e não sentir uma mistura de incredulidade e preocupação pelo nível de distorção que a narrativa da extrema-esquerda alcançou nos veículos ditos “respeitáveis”. Leitão, conhecida há décadas por seu olhar enviesado sobre a política e economia brasileira, mais uma vez tenta empurrar para o leitor uma versão distorcida da realidade, pintando o Brasil como vítima indefesa de supostas agressões externas e de uma extrema direita que, segundo ela, seria culpada de todos os males do país. Mas a verdade é bem diferente. O que temos diante de nós é uma tentativa clara de manipulação da opinião pública, disfarçada de jornalismo.

O artigo de Leitão inicia seu ataque com o chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, apresentando-o como uma catástrofe econômica que já provoca desemprego e ameaça setores inteiros da economia brasileira. Ela cita estudos que, supostamente, preveem a perda de 618 mil empregos nos próximos dez anos, pintando um cenário de apocalipse iminente. No entanto, Leitão se omite em contextualizar um ponto crucial: tarifas, impostos sobre importações e questões comerciais fazem parte do jogo normal da economia global. Nenhum país, absolutamente nenhum, opera no vácuo. Os Estados Unidos têm todo o direito de proteger sua indústria e regular suas importações; o problema não está neles, mas na dependência excessiva do Brasil em relação a mercados externos. Ao invés de debater soluções de fortalecimento interno, Leitão prefere responsabilizar terceiros e demonizar os opositores políticos internos, transformando uma situação de desafio econômico em um espetáculo de vitimização política.

A jornalista afirma que o Brasil está sendo atacado e que o bolsonarismo, de forma quase conspiratória, estimula e cria mentiras sobre o país. Essa narrativa é típica da extrema-esquerda, que nunca admite responsabilidade própria, seja na política, seja na economia. O que Leitão não reconhece é que a política econômica e comercial do país precisa de mais independência, visão estratégica e coragem para diversificar mercados e fortalecer a produção nacional. Em vez disso, vemos um governo que procura advogados americanos para tentar se proteger juridicamente de medidas comerciais legítimas de outro país. Leitão tenta transformar isso em um ato heroico de defesa da nação, mas é, na realidade, uma demonstração de dependência e fragilidade que ela convenientemente ignora.

Outro ponto crítico do artigo é a interpretação da diplomacia brasileira. Leitão insiste que o governo está agindo corretamente ao não retaliar contra os Estados Unidos e ao tentar negociar, mesmo diante de um suposto fechamento de portas por Washington. Aqui se revela a lógica enviesada da jornalista: para ela, qualquer ação da extrema-direita ou de governos que defendam interesses nacionais é automaticamente condenável, enquanto a diplomacia passiva e a submissão são apresentadas como virtuosas. É a clássica inversão de valores: enfraquecer o país, permitir exploração comercial e aceitar desvantagens estratégicas é considerado prudência; agir para proteger interesses nacionais, coragem. Leitão tenta transformar passividade em mérito e resistência em culpa.

Além disso, a insistência da jornalista em culpabilizar a “extrema direita” brasileira pelo chamado tarifaço revela o quanto a narrativa é ideológica e não baseada em fatos concretos. A política externa brasileira, suas decisões econômicas e comerciais, têm causas complexas, que vão muito além da ideologia de qualquer partido ou líder. Mas para Leitão, tudo é simples e conveniente: se algo vai mal, é culpa do bolsonarismo, do conservadorismo, da defesa da soberania nacional. É uma narrativa que não busca informar, mas doutrinar. E o mais preocupante é que, por ser uma voz influente em veículos de grande alcance, essa doutrinação tem efeito real sobre a percepção pública, distorcendo debates essenciais para o futuro do país.

O artigo ainda menciona o impacto do tarifaço em setores específicos, como fábricas de móveis no Sul do Brasil, sugerindo uma tragédia econômica para trabalhadores que “não têm nada a ver com nada nesta celeuma causada por Trump”. Mas o que Leitão se recusa a considerar é que depender de um único mercado externo para 80% ou até 100% de sua produção é um erro estratégico grave, que nenhuma ideologia de direita, extrema ou conservadora criou. Essa é a consequência natural de décadas de políticas econômicas frágeis, ausência de planejamento estratégico e falta de incentivo à diversificação de mercados. Culpar apenas o bolsonarismo ou “a extrema direita” é não apenas injusto, mas intelectualmente desonesto.

Outro elemento que chama atenção é a forma como Leitão tenta convencer o leitor de que o Brasil está sob ataque institucional, cercado por hostilidades externas, como se a nação fosse impotente diante do mundo. Ao fazer isso, a jornalista ignora conquistas reais, esforços de negociação e políticas internas que buscam proteger empresas e empregos. Mais uma vez, a estratégia é a mesma: criar uma sensação de crise, um pânico moral que convença a população de que qualquer ação conservadora é nociva e que a única saída é seguir a cartilha da esquerda e da submissão diplomática.

O efeito final desse artigo é claro: Leitão tenta consolidar a narrativa de que o Brasil está sempre à mercê de forças externas, enquanto qualquer tentativa de defender interesses nacionais, qualquer medida de ousadia econômica ou diplomática, é pintada como agressiva ou irresponsável. É um discurso típico de quem prefere manipular o medo e a culpa ao invés de apresentar soluções, e serve como um alerta para todos que ainda acreditam na imparcialidade do jornalismo de extrema-esquerda.

A leitura do artigo deixa evidente a necessidade de questionar permanentemente fontes e narrativas que procuram transformar o país em vítima, culpando opositores ideológicos e ignorando a realidade estratégica e econômica. Leitão, com seu histórico de alinhamento ideológico à esquerda, oferece um exemplo clássico de jornalismo ideologizado: não informar, mas moldar percepções para sustentar uma agenda. Em tempos de desafios econômicos e diplomáticos, é essencial que os brasileiros aprendam a separar fatos de narrativa, visão de país de doutrinação política, e que não aceitem passivamente a transformação de dificuldades em desculpas para minar a soberania nacional e a iniciativa conservadora.

Com informações O Globo

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