“Taxa média de juros de Lula é a 2ª maior em governos do século 21”, diz Poder 360

É impressionante como a realidade insiste em dar rasteiras na fantasia lulopetista. Eles tentam de tudo: discurso ensaiado, números pinçados com

Por Notas & Informações

É impressionante como a realidade insiste em dar rasteiras na fantasia lulopetista. Eles tentam de tudo: discurso ensaiado, números pinçados com pinça de depilação soviética, afagos em banqueiros de estimação, mas a matemática — essa senhora sem ideologia — continua cuspindo verdades inconvenientes. Agora, vejam só, Hamilton Ferrari, do Poder360, teve a audácia de mostrar que os juros médios mais altos do século 21 coincidem, quase como mágica negra, com os mandatos do messiânico Luiz Inácio Lula da Silva, o tal “pai dos pobres” que pariu foi uma economia entubada.

Segundo dados da MoneYou, empresa que não frequenta as plenárias do PT nem veste vermelho nos carnavais de Brasília, a taxa Selic média no terceiro mandato de Lula é de 12,25%. Isso mesmo: o homem voltou “pra salvar o Brasil” e trouxe consigo juros de agiota institucionalizado. E pasmem: só perde para ele mesmo, no seu primeiro mandato (2003–2006), quando a média da Selic era de estonteantes 18,3%. Para o espectador desavisado, parece até que o Lula é um agente infiltrado do mercado financeiro — talvez do subsolo do BTG ou das catacumbas do Bradesco.

Mas calma, a trupe vermelha tentará salvar a narrativa. Vão dizer que a inflação está controlada. Ah, claro, vamos bater palmas: 4,9% de inflação projetada até o fim do governo — um número que, por algum milagre contábil digno de contos do MST, seria melhor que os 5,5% de Bolsonaro. Só esqueceram de dizer que, no governo anterior, o mundo estava enfrentando uma pandemia, que por acaso derrubou economias globais e obrigou o Banco Central a puxar os juros para 2%. Mas, segundo os iluminados da esquerda, Bolsonaro era o vilão da inflação, enquanto Lula é só uma vítima do “entupimento monetário”.

Reprodução/Poder 360

Sim, isso mesmo que você leu: agora o problema não é a gastança desenfreada, a desconfiança internacional, os discursos ameaçadores contra o Congresso e o Judiciário. O problema é que o canal de transmissão da política monetária está… entupido. Segundo Jason Vieira, economista da MoneYou, o Banco Central precisa subir os juros mais do que o necessário, porque a política monetária foi transformada numa privada entupida de subsídios cruzados e falta de reformas — herança bendita do novo governo “democrático” eleito com fake news do bem e conchavos de bastidores.

Mas vamos ser honestos: não tem desentupidor que resolva isso enquanto a equipe econômica continuar operando como uma convenção do PSOL com roupa social. A desorganização fiscal é tanta que nem o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo — aquele que Lula emplacou no BC para “dialogar melhor” com o mercado — consegue fingir otimismo. Disse, em plena Câmara dos Deputados, que os canais estão obstruídos por “distorções” criadas pela política de “subsídios”. Em português claro: gastaram demais, interferiram demais, mentiram demais.

Mas o mais cômico — ou trágico, dependendo do grau de consciência patriótica do leitor — é a expectativa para setembro de 2026, quando o país estará prestes a enfrentar mais uma eleição. O Copom deve decidir por manter a Selic em 13% ao ano, um dos maiores patamares da história eleitoral brasileira. Sabe o que isso significa? Que a economia estará tão estrangulada que nem maquiagem pré-eleitoral vai disfarçar. Nem com as promessas de “desenrola Brasil”, nem com a velha ladainha do “golpe iminente”. O aperto monetário será duro — e com razão.

Reprodução/Poder 360

Interessante notar que nos anos eleitorais em que o Lula disputou e venceu, a Selic disparou. Em 2002, subiu de 18%, em 2006 foi de 14,25%, e em 2022 — sob Bolsonaro, vejam só — foi de 13,75%. Quem subiu a Selic de 2% para 13,75% foi o Banco Central de Roberto Campos Neto, para tentar salvar o país das heranças lulopetistas e da gastança que já se anunciava caso o PT voltasse. Não adiantou muito: o “amor venceu o ódio” e os juros venceram o povo.

Mas, calma, os gênios da USP e os professores de Ciências Políticas da UnB dirão que a culpa é do neoliberalismo, do “campo golpista”, da herança colonial, da “elite branca do agro”, do WhatsApp, do Moro, da Lava Jato, dos “Estados Unidos”, da NATO, da Bíblia, do Banco Central independente e até da lua em Capricórnio. Qualquer coisa serve, menos assumir que o modelo petista de governo é um desastre travestido de populismo.

Enquanto isso, lá fora, o mundo olha para o Brasil com o mesmo misto de pena e sarcasmo que se reserva a um amigo que volta para a ex-namorada tóxica. E o mercado, que não é bobo, sobe os juros, compra dólar e procura abrigo. Os investidores internacionais não têm paciência para ciranda identitária nem para teoria crítica da economia tropical. Eles querem previsibilidade, responsabilidade e confiança. Três palavrinhas que, curiosamente, passam longe dos discursos e dos atos do atual governo.

No fim, o texto de Hamilton Ferrari, publicado no Poder360, joga na cara de todos — com frieza analítica e sem o mínimo de militância — que o tal “novo Brasil” é, na verdade, o mesmo velho buraco, agora disfarçado com powerpoints, sorrisos forçados e promessas requentadas. Os números falam por si. E se tem uma coisa que o PT odeia, mais até do que a verdade, é quando os fatos estragam a narrativa.

Com informações Poder 360

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Conservadores Conectado

Comece o dia com as principais notícias, além de colunas e links selecionados, de segunda a sexta.

Mundo

Destaques