Toffoli chora ao ver censura triunfar no Brasil, e o STF assumir o controle da liberdade na internet

Sim, ele chorou. Uma lágrima escorreu no rosto do eterno ex-advogado do PT, o mesmo que reprovou em concursos públicos para

Por Notas & Informações

Sim, ele chorou. Uma lágrima escorreu no rosto do eterno ex-advogado do PT, o mesmo que reprovou em concursos públicos para juiz substituto do Estado de São Paulo em 1994 e 1995, mas que em 2009, com ajudinha de seu padrinho político Lula, se encontra como ministro do STF, e da censura nacional — Dias Toffoli. Um momento “histórico”, dirão os colunistas progressistas de redação compartilhada com ONGs globalistas. Um momento “humano”, se ousarmos usar a linguagem de quem chora não pela liberdade, mas pela concretização de um projeto autoritário, travestido de jurisprudência democrática.

A cena foi digna de novela venezuelana de quinta categoria: o ministro Toffoli, entre suspiros de autoafirmação, declara que sente “honra” em pertencer à corte que decidiu, com gosto, matar o Marco Civil da Internet como quem sacrifica a última resistência à censura estatal no Brasil. Ah, quanta emoção! Seria comovente… se não fosse ridiculamente trágico.

O texto da Gazeta do Povo descreve com precisão cirúrgica o que ocorreu: o STF decidiu que agora os provedores devem agir como censores preventivos do regime. Mas calma, claro que a censura vem “com boas intenções”. Afinal, quem poderia ser contra o combate ao terrorismo, à pornografia infantil e à incitação ao ódio? A fórmula é antiga: embale a tirania em retórica piedosa, polvilhe com virtudes imaginárias e pronto, o pacote está pronto para os idiotas úteis aplaudirem.

Toffoli não chorou pela democracia. Chorou de felicidade porque sua missão foi cumprida: o Brasil agora é oficialmente um país onde um grupo de ministros não eleitos decide o que você pode ou não pode dizer na internet. E o melhor (ou pior): sem sujar as mãos! Os censores de toga passaram a tarefa suja aos provedores, que, diante da insegurança jurídica, derrubarão qualquer postagem que possa incomodar algum militante com cabelo colorido ou algum juiz de ego sensível.

A hipocrisia é tão gritante que nem se dá mais ao trabalho de disfarçar. Colocaram no “dever de cuidado” crimes que mal podem ser cometidos por meio da internet, como “atos antidemocráticos”. Sério? Agora o cidadão é obrigado a acreditar que alguém vai dar um golpe de Estado pelo Instagram ou TikTok? Ah, claro. Porque é exatamente isso que os novos juristas do politicamente correto querem nos fazer engolir.

A ironia mórbida é que a Constituição — aquela mesma que esses ministros juraram defender — virou pano de chão no plenário. Quando o texto constitucional protege a liberdade de expressão, eles reinterpretam. Quando o Legislativo define algo, eles ignoram. Quando o povo vota, eles riem. Afinal, são os novos “iluminados”. São os editores supremos da narrativa nacional. E Toffoli chora como artista que recebe o Oscar por censurar com elegância e ternura.

Mas é claro que os três votos contrários — André Mendonça, Nunes Marques e Fachin — foram sumariamente ignorados pela imprensa militante. O trio teve o desplante de invocar a sensatez jurídica, a responsabilidade institucional e a Constituição. Que ousadia! Votar contra o consenso dos iluminados da toga é heresia nos tempos de democracia relativizada. Mendonça, inclusive, ousou defender a responsabilidade judicial após decisão judicial, como manda a lei. Que absurdo, não é mesmo?

O mais engraçado (ou deprimente) é ver a militância progressista aplaudindo isso como se fosse um avanço civilizacional. São os mesmos que urram por “liberdade de expressão” quando se trata de defender criminosos, arruaceiros ou artistas que escarnecem da fé alheia. Mas basta que alguém critique o Supremo ou defenda valores conservadores e… pimba!… já está rotulado como antidemocrático, golpista, negacionista ou qualquer outro termo da cartilha.

O resultado final é grotesco. O artigo 19 do Marco Civil, que protegia os provedores da obrigação de censurar sem ordem judicial, virou exceção. Agora, se você publicar algo que desagrade um ativista ou um juiz com libido legislativa, é só alguém reclamar que o conteúdo pode desaparecer — sem você nem saber o motivo. O modelo de “notice and takedown” foi ampliado para tudo o que alguém julgar ofensivo ou perigoso. E o Brasil, claro, tornou-se o novo laboratório do autoritarismo judicial latino-americano.

Tudo isso, claro, com a bênção dos algoritmos e da imprensa domesticada. Não se trata de proteger crianças ou combater crimes de ódio. Trata-se de silenciar quem pensa diferente. Trata-se de empurrar a sociedade brasileira para dentro da caixinha da “opinião aceitável” fabricada nos salões da FGV, da USP e dos escritórios da ONU. Trata-se de domesticar o discurso, pasteurizar o debate e assassinar o contraditório.

Enquanto Toffoli chora, o Brasil silencia. Enquanto a militância lacradora aplaude, o cidadão comum se cala — por medo de ser cancelado, processado ou até preso por “crime de opinião”. O país que já foi sinônimo de alegria agora se transforma em um campo minado de subjetividades progressistas, onde qualquer frase mal interpretada pode virar processo, censura e demissão.

E o pior: poucos choram por essa liberdade assassinada. Poucos se levantam. Poucos ousam dizer o óbvio. O Brasil vive hoje sob um regime de censura algorítmica com carimbo judicial — e ainda tem que fingir que está tudo bem. Que é democrático. Que é civilizado.

Toffoli chorou, sim. Mas não de emoção. Chorou de alívio. Chorou porque sabe que não há mais resistência institucional à escalada autoritária que ajudou a construir. Ele e seus colegas hoje controlam não apenas a lei, mas a própria linguagem. São deuses de toga — e o altar onde oficiam seus rituais é a Constituição que reinterpretam a gosto.

Só resta uma pergunta: quem vai chorar por nós? Porque, do jeito que as coisas vão, daqui a pouco até chorar será passível de censura, caso um algoritmo entenda que a lágrima expressa “ódio”, “ressentimento” ou “discurso antidemocrático”.

E assim seguimos… em silêncio.

Com informações Gazeta do Povo

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Conservadores Conectado

Comece o dia com as principais notícias, além de colunas e links selecionados, de segunda a sexta.

Mundo

Destaques