Zanin que já foi à ONU para livrar Lula da prisão, hoje vota em favor das arbitrariedades contra Bolsonaro

Há tempos, os conservadores brasileiros alertam para a crescente politização das instituições, especialmente aquelas que deveriam garantir o equilíbrio entre os

Por Notas & Informações

Há tempos, os conservadores brasileiros alertam para a crescente politização das instituições, especialmente aquelas que deveriam garantir o equilíbrio entre os poderes. O que antes era chamado de teoria da conspiração, hoje escancara sua face diante dos olhos da nação. E o episódio mais recente protagonizado pela Primeira Turma do STF, ao manter as medidas cautelares contra Jair Bolsonaro, é apenas mais um capítulo dessa tragicomédia institucional que tem se revelado um teatro de hipocrisia com roteiro previsível: perseguir quem ousa contrariar o projeto progressista de poder.

Na manhã de 18 de julho de 2025, a Polícia Federal, sob o comando de decisões autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, deflagrou mais uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A justificativa? Buscar supostas evidências em investigações paralelas, absolutamente desconectadas da narrativa do golpe de Estado — mas que, curiosamente, sempre recaem sobre o mesmo alvo: aquele que representa os valores conservadores, a ordem e a soberania nacional.

Mais do que os mandados de busca, mais do que os valores encontrados (legalmente declarados e registrados no Banco Central), mais do que a tornozeleira eletrônica imposta de forma humilhante a um ex-chefe de Estado, o que causa perplexidade é o voto “legalista” de Cristiano Zanin. Sim, o mesmo Zanin, que no passado recorreu ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para impedir a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, agora chancela, com naturalidade estarrecedora, decisões arbitrárias contra Bolsonaro, ainda que sem qualquer condenação judicial transitada em julgado.

Talvez o leitor se recorde: em 2018, Cristiano Zanin, então advogado de Lula, apelou à instância internacional, alegando que a prisão de seu cliente antes do fim de todos os recursos violava a presunção de inocência. Chegou a questionar, de forma dramática e oportunista, a imparcialidade do juiz Sérgio Moro, e clamou por intervenção estrangeira nos assuntos internos do Brasil — algo que, para qualquer nacionalista com mínima dignidade, soa como traição institucional.

Agora, ironicamente instalado na Primeira Turma do STF, Zanin ergue sua toga para legitimar o avanço de restrições contra um ex-presidente que sequer foi ouvido em juízo sobre as supostas acusações que motivaram as medidas. A mesma toga que ontem implorava por “garantismo” se transforma hoje em instrumento de cerceamento seletivo, orquestrado sob o pretexto de “proteger a democracia”. Mas de qual democracia falamos quando a Justiça se torna instrumento de perseguição política?

O Brasil assiste à deterioração de suas instituições mais fundamentais. O Supremo Tribunal Federal, que deveria funcionar como o último bastião da imparcialidade e do equilíbrio constitucional, se converteu num campo de batalha onde decisões se moldam não à luz da Constituição, mas de interesses ideológicos que beiram a esquizofrenia jurídica.

A posição de Zanin não é apenas contraditória — é uma prova cabal de que a toga pode ser usada como escudo ideológico, não como símbolo da imparcialidade judicial. Quando se trata de proteger a esquerda, o direito internacional é evocado com fervor. Mas quando o alvo é um líder conservador, eleito democraticamente e apoiado por milhões de brasileiros que se identificam com os valores da família, da fé e da liberdade econômica, o rigor processual dá lugar a uma sanha persecutória disfarçada de legalidade.

Ora, se em 2018 a prisão de Lula — condenado em duas instâncias — deveria ser evitada em nome da presunção de inocência, por que em 2025 Bolsonaro, sem qualquer condenação, é submetido a restrições típicas de réus confessos? Onde está o mesmo zelo garantista que moveu Zanin à ONU? O que mudou? Nada, exceto o réu. Isso prova que não é a justiça que está sendo aplicada — é a militância que se disfarça de toga.

É preciso coragem para dizer o óbvio: não existe justiça quando ela serve a um lado só. Não há democracia quando juízes julgam com base em afinidades políticas. Não há futuro para uma nação onde o cidadão comum é testemunha passiva de uma elite togada que se arvora como novo poder moderador — escolhendo quem deve ser punido e quem deve ser protegido, não com base nas leis, mas em seus próprios interesses.

E mais, é profundamente simbólico que Zanin, que pediu clemência à ONU por Lula, hoje negue o mesmo princípio a Bolsonaro. Porque o que se vê não é apenas a decadência institucional. É a morte da coerência jurídica, assassinada por seus próprios defensores. É o fim da confiança do povo naqueles que deveriam zelar pela imparcialidade. Zanin, como tantos outros, não é mais um ministro. É um símbolo do ativismo judicial militante, aquele que zomba da liturgia do cargo e que, ao julgar, o faz com os olhos voltados para o Planalto, não para a Constituição.

Cristiano Zanin é o retrato de uma época em que a toga perdeu sua honra e passou a servir como capa para os interesses de uma elite ideológica que não admite alternância de poder. É o exemplo vivo de como o aparelhamento das instituições destrói a República por dentro — sorrateiramente, passo a passo, voto a voto. Hoje, Zanin representa aquilo contra o qual o próprio STF deveria lutar: o uso da Justiça como arma política. Mas não se iludam: o conservadorismo resiste, e é justamente essa resistência que eles tanto temem. Porque, no fim, a verdade sempre encontra sua voz — e os que hoje a silenciam serão julgados pela história.

Com informações Gazeta do Povo/CBN

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